- O produtor e diretor musical Augusto César Graça Mello, conhecido como Guto Graça Mello, faleceu aos 78 anos na terça-feira, 5 de maio, no Rio de Janeiro, vítima de uma parada cardiorrespiratória; estava internado no Hospital Barra D’or.
- Ele foi um dos grandes nomes da música na televisão brasileira, responsável pela trilha de Fantástico, na TV Globo.
- Ao longo de mais de cinco décadas, produziu mais de 500 discos e trabalhou com artistas como Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e Xuxa.
- Na Globo, assinou trilhas de novelas como Gabriela, Saramandaia, Sinal de Alerta, Pai Herói e Malu Mulher, além de ter tido papel-chave na trilha de Pecado Capital, criada em apenas três dias.
- Deixou viúva a atriz Silvia Massari, duas filhas e dois enteados; havia deixado a Globo e a Som Livre em 1989, mantendo atuação na música.
Guto Graça Mello, produtor e diretor musical, faleceu nesta terça-feira, 5 de maio, aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, há mais de um mês. A família confirmou que a causa foi uma parada cardiorrespiratória.
O profissional marcou a televisão brasileira com trilhas que entraram para o imaginário do público. Entre os maiores destaques estão as composições para a novela Pecado Capital e a trilha do programa Fantástico, da TV Globo. Ao longo da carreira, participou de mais de 500 discos.
A biografia de Graça Mello inclui trabalhos com Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e o primeiro disco da Xuxa. Na televisão, escreveu trilhas para novelas como Gabriela, Saramandaia, Pai Herói e para seriados como Ciranda Cirandinha e Malu Mulher. Em Gabriela, indicou abertura de Dorival Caymmi e a canção Alegre Menina, com Djavan.
Carreira na TV e legados sonoros
Ao longo de mais de cinco décadas, Guto Graça Mello contribuiu para transformar trilhas em elementos centrais da produção. Em 1975, a trilha de Pecado Capital ganhou contorno diferente após ajuste de última hora antes da estreia. O tema era originalmente de Nelson Motta, mas a adaptação ficou sob a responsabilidade de Graça Mello.
Desde a saída da Globo e da Som Livre em 1989, manteve atuação na música, produzindo discos, trilhas e jingles. Nos últimos anos, acompanhava novelas como espectador atento, destacando a importância das trilhas para a narrativa televisiva. A vida profissional inclui ainda participações em podcasts e registros de memória da Globo.
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