- A influenciadora Rosa Iberê Tavares Dantas foi condenada a três anos de prisão pela morte do personal trainer Talis Roque da Silva, ocorrida em Manaus, em agosto de 2023, na decisão da 10ª Vara Criminal do TJ Amazonas.
- Ela foi considerada culpada por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com imprudência na condução do carro, segundo o juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues.
- Além da pena, a sentença prevê a suspensão da habilitação da influencer e a indenização à família da vítima; a defesa pode recorrer.
- O acidente ocorreu no cruzamento das ruas Pará e Itannana, no bairro Vieiralves, quando Rosa tentou cruzar a via da direita para a esquerda e a motocicleta, conduzida por Talis, foi interceptada.
- As provas apontam que a manobra foi irregular e repentina; testemunhas disseram que o carro saiu da faixa de estacionamento, obrigando freios dos demais motoristas, e a motocicleta não conseguiu evitar a colisão.
A influenciadora Rosa Iberê Tavares Dantas foi condenada a três anos de prisão pela morte do personal trainer Talis Roque da Silva, de 31 anos, ocorrida em Manaus em agosto de 2023. A sentença, proferida no domingo (4/5) pela 10ª Vara Criminal do TJAM, aponta homicídio culposo na direção como base da condenação. Cabe recurso.
Segundo o juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues, houve imprudência na condução do veículo, fator determinante para o acidente. Além da pena, a decisão prevê suspensão da habilitação de Rosa e indenização à família da vítima. A defesa pode recorrer da decisão.
O caso ocorreu na manhã de 31 de agosto de 2023, no cruzamento das ruas Pará e Itannana, no Vieiralves, zona centro-sul de Manaus. Rosa dirigia o carro e tentou cruzar a via, quando a motocicleta de Talis foi interceptada na trajetória. O impacto lançou a vítima com gravidade, não resistindo aos ferimentos.
Laudos periciais e imagens de câmeras reforçaram a conclusão de que a manobra foi irregular e imprevisível. Testemunhas relataram que o veículo saiu da faixa de estacionamento para a pista abruptamente, obrigando outros motoristas a frearem. A moto que vinha logo atrás não conseguiu evitar a colisão.
Rosa afirmou, em depoimento, que checou o trânsito antes da manobra, mas não viu a moto. A defesa contestou a impropriedade da condução e apontou possível excesso de velocidade e falhas na perícia. O Ministério Público chegou a solicitar absolvição por dúvida razoável, mas o magistrado manteve a condenação com base no conjunto de provas.
O processo teve controvérsias, incluindo a saída de Rosa do Brasil durante o andamento, o descumprimento de medidas cautelares e a prisão preventiva decretada em 2025. Também houve tentativa de acordo para encerrar o caso sem condenação, posição rejeitada pela Justiça.
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