- Polícia Civil investiga a morte de um bebê de dois meses em São João Batista, Santa Catarina, ocorrida na madrugada de ontem.
- Testemunhos indicam que a babá riu durante a ligação para o Samu e que os cuidadores ficaram distraídos com tarefas domésticas durante o atendimento.
- O bebê foi encaminhado ao Hospital Monsenhor José Locks e não resistiu às manobras de reanimação.
- Laudo pericial aponta desnutrição severa e fenda palatina; peso estimado entre 1,9 kg e 1,95 kg, com ainda sem conclusão sobre a causa da morte.
- Ninguém foi preso até o momento; mãe e cuidadora prestaram depoimento, e o Conselho Tutelar informou registros anteriores sobre a residência. A investigação avalia maus-tratos ou omissão de socorro.
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de um bebê de dois meses ocorrida na madrugada de ontem em São João Batista. A apuração apura negligência e omissão de socorro durante atendimento de emergência, segundo fontes oficiais.
A primeira chamada foi confundida com trote, pois a babá riu durante o contato. Em casa, cuidadores teriam ficado mais preocupados com tarefas domésticas do que com a criança, de acordo com relatos de socorristas.
O bebê foi levado ao Hospital Monsenhor José Locks, mas não resistiu após as manobras de reanimação. A investigação segue para estabelecer as causas imediatas do óbito.
Laudo pericial e condições de saúde
O laudo inicial não indicou violência física, mas apontou desnutrição severa e fenda palatina, condição que dificulta a alimentação. O peso estimado fica entre 1,9 kg e 1,95 kg.
Ainda sem conclusão, o legista afirma que fatores como prematuridade e a malformação podem ter contribuído para o quadro. Não há confirmação de morte natural ou súbita até o momento.
Investigação e histórico
Até agora, nenhum suspeito foi preso. A mãe e a cuidadora já foram ouvidas pela Polícia Civil, que busca histórico médico e registros de evolução do peso desde o nascimento.
O Conselho Tutelar informou registros anteriores envolvendo o endereço da cuidadora. A instituição diz que houve apontamentos de possíveis violações de direitos na residência onde ela atende outras crianças.
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