- O jornalista relata dificuldade em conseguir entrevista devido à desconfiança de fontes diante golpes on-line e spam.
- Ele observa que golpes evoluíram com inteligência artificial, tornando qualquer comunicação potencialmente suspeita, incluindo e-mails, mensagens e chamadas.
- Mudou a forma de contatar fontes: usa um e-mail ligado ao seu portfólio e propõe horários de conversa, em vez de agendar a entrevista logo de início.
- Adota uma abordagem mais humana e menos extrativa, buscando esclarecer dúvidas e citar princípios de ética jornalística para reduzir distorções.
- A confirmação de que é humano veio por meio de um contato em comum fora da internet, destacando que relações presenciais ainda são importantes para a credibilidade.
No início deste ano, um jornalista relata dificuldades para conseguir uma fonte falar sobre uma reportagem. A fonte hesitou ao responder a e-mail, temendo que o contato fosse um golpe. A conversa aconteceu por telefone após uma insistência cuidadosa do repórter.
A experiência levou o jornalista a repensar a relação entre desinformação, golpes online e apuração jornalística. Ele passou a observar como golpes via e-mail, SMS e chamadas afetam a confiança de fontes e a qualidade das entrevistas. A preocupação é crescente na era de golpes e spam.
Desafios da era digital
O repórter percebeu que golpes com IA e contatos simulados dificultam a credibilidade de qualquer contato inicial. Relatos de tentativas de golpe diaramente reforçam a necessidade de estratégias mais transparentes e humanas na abordagem de fontes.
Para reduzir desconfianças, o jornalista mudou a forma de se apresentar. Em vez de apresentar a pauta de imediato, ele oferece horários para contato e busca demonstrar identidade de forma concreta. Esse contato humano, aliado a referências presenciais, aumenta a probabilidade de resposta.
A mudança também envolve uso de um e-mail ligado ao portfólio próprio, além de respostas mais diretas a dúvidas da fonte. O objetivo é tornar o primeiro contato menos intrusivo e mais confiável, preservando a integridade da apuração.
Segundo o relato, a confirmação de que a pessoa era real veio por meio de um contato em comum, conhecido pessoalmente. Relações desenvolvidas na vida offline ainda são decisivas para a credibilidade online, especialmente em entrevistas sensíveis.
O texto destaca que reduzir a velocidade da reportagem pode ser necessário para manter a precisão. Mesmo assim, o jornalismo precisa balancing entre credibilidade e eficiência, sem se apoiar em tecnologia que substitua o contato humano.
O autor reforça que o ideal é manter a humanidade como eixo da apuração. Técnicas mais extrativas ou automatizadas tendem a ampliar a desconfiança das fontes e a prejudicar a qualidade das informações.
O relato conclui que a melhor forma de provar que se é humano é demonstrar empatia, transparência e disponibilidade para esclarecer dúvidas, mantendo o foco na ética jornalística.
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