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Ventos extremos e casas de pedra em Batanes, Filipinas

No extremo norte das Filipinas, Batanes preserva a tradição ivatana diante de tufões e isolamento, com turismo em ascensão e economia local estável

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  • Localizado no extremo norte das Filipinas, o arquipélago de Batanes fica entre o Mar das Filipinas e o estreito que leva a Taiwan; tem dez ilhas, com população permanente apenas em Batan, Sabtang e Itbayat.
  • A cultura ivatane é marcante, com idioma próprio, tradições pré-coloniais preservadas e presença de vestimentas como o vakul, além de influências espanholas em igrejas de pedra.
  • As casas ivatan, de paredes de pedra calcária e telhados de cogon, são símbolo da arquitetura local, concebidas para resistir aos tufões.
  • A paisagem combina falésias, montanhas de vegetação rasteira e praias de pedras, com o Monte Iraya dominando o horizonte; o clima varia com neblina, chuva repentina e ventos fortes, tornando o desembarque em Itbayat desafiador.
  • A economia depende de agricultura e pesca, com turismo em crescimento; autoridades protegem o meio ambiente e o patrimônio cultural, que é valorizado pela comunidade ivatã e manter o estilo de vida tradicional.

Batanes, o extremo norte das Filipinas, é um arquipélago de 10 ilhas com apenas três habitadas: Batan, Sabtang e Itbayat. Cercado pelo Canal de Balintang, separa o Mar das Filipinas do estreito que leva a Taiwan. Seu isolamento molda uma cultura ivatã distinta.

O relevo é marcado por falésias, montanhas baixas e praias de pedras. As casas de pedra calcária, com telhados de capim, resistem aos tufões que atingem a região. O cenário lembra paisagens da Irlanda e da Nova Zelândia, mas com identidade própria.

Os ivatanes preservaram tradições que remontam a milênios, antes da colonização espanhola. A pesca, a agricultura e a construção adaptadas aos ventos fortes garantem a sobrevivência em meio ao clima adverso. O idioma ivatan ainda convive com o filipino e o inglês.

Entre as construções, as casas ivatan são símbolos culturais. Sua estrutura de paredes espessas e o uso do cogon no telhado surgiram para enfrentar tufões frequentes. Em vilarejos como Mahatao, Ivana e Uyugan, o conjunto urbano parece preservar o tempo.

A natureza domina o cenário: Monte Iraya é um vulcão adormecido na ilha de Batan, rodeado por vegetação rasteira. Em Sabtang, aldeias preservam trajetos estreitos e casarões históricos, enquanto Itbayat oferece penhascos desafiadores para desembarque.

A economia local depende de agricultura, pesca e turismo. Alho, inhame e banana convivem com práticas pesqueiras tradicionais. O turismo, impulsionado por imagens recorrentes nas redes, ainda não substituiu a pesca e a produção agrícola como base econômica.

O acesso dificultado contribui para a conservação ambiental e para a sustentabilidade da cultura ivatana. A cooperação comunitária, simplicidade e respeito à natureza moldam o dia a dia. Moradores costumam manter portas destrancadas, reflexo de baixos índices de criminalidade.

Além da beleza, Batanes guarda importância histórica. Estudos destacam o arquipélago como um dos locais que melhor preservaram tradições pré-coloniais nas Filipinas. A escolha por manter o estilo de vida tradicional contrasta com oportunidades econômicas limitadas.

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