- MP-SC conclui que o cão Orelha morreu de osteomielite (infecção óssea crônica) e não por agressão de adolescentes, após análise de cerca de 2 mil documentos e da exumação do corpo.
- Imagens de câmeras comprovam que o suposto aggressor não estava no mesmo local que Orelha; houve defasagem de aproximadamente 30 minutos entre dispositivos e o cão estava a cerca de 600 metros do jovem.
- Não foi constatada fratura ou lesão compatível com ação humana; o laudo aponta infecção crônica na região maxilar esquerda.
- Promotorias destacam ausência de provas diretas de agressão, afirmando que relatos vieram de boatos e redes sociais; pedido é pelo arquivamento do caso.
- No caso de Caramelo, também não houve maus-tratos; investigações apontaram apenas brincadeira com os animais, com arquivamento de uma coação envolvendo familiares dos adolescentes.
O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) informou que o cão comunitário Orelha não morreu por agressão e sim por uma infecção óssea crônica. A conclusão veio após análise de cerca de 2 mil documentos e da exumação do animal. Orelha morreu em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O MP-SC pediu o arquivamento do caso.
Segundo as promotorias, as investigações mostraram que o suposto agressor não esteve no local ao mesmo tempo que Orelha. Imagens de câmeras apontaram para uma defasagem de cerca de 30 minutos entre registros de câmeras do condomínio onde o adolescente mora e o sistema público de Florianópolis. A diferença seria perceptível pela luminosidade.
A reanálise indicou que Orelha estava a cerca de 600 metros do adolescente na época dos fatos, o que desmonta a hipótese de convivência no mesmo espaço por cerca de 40 minutos. Também não houve sinais de traumatismo compatíveis com maus-tratos na cabeça do animal.
A perícia constatou osteomielite na região maxilar esquerda, indicando infecção óssea de evolução prolongada. O laudo apontou lesões compatíveis com edema próximo ao olho esquerdo e sem fraturas ou cortes atribuíveis a agressão humana. A hipótese de morte por agressão foi, portanto, refutada pelos órgãos acusatórios.
As promotorias destacaram a ausência de imagens ou testemunhas que comprovassem maus-tratos na Praia Brava, ressaltando que relatos anteriores teriam surgido de boatos e redes sociais, não de provas diretas. A investigação sobre Caramelo, outro cão envolvido, também não confirmou crueldade, com registros mostrando apenas brincadeiras na praia.
Conclusões e desdobramentos
O MP-SC confirmou ainda que não houve coação de testemunhas nem indícios de violência para influenciar investigações. O caso envolvendo familiares de adolescentes foi arquivado, sendo considerado episódio separado, sem relação com a morte de Orelha. O Ministério afirmou manter-se atento a novos elementos se surgirem.
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