- Operação policial em Cabedelo, na Paraíba, localizou câmeras clandestinas usadas pela facção Comando Vermelho escondidas em postes.
- Criminosos camuflavam os aparelhos com fita isolante e tinta preta entre a fiação elétrica.
- Durante o trajeto, policiais identificaram outro equipamento oculto no poste e destacaram a camuflagem do monitoramento.
- O sistema clandestino permitiria ao CV acompanhar, em tempo real, a entrada de policiais, agentes públicos e políticos em áreas dominadas pela facção.
- Investigações indicam que integrantes do CV monitoravam a rotina dos moradores de Cabedelo a partir do Rio de Janeiro.
Operação em Cabedelo, na Paraíba, desvendou uma câmera clandestina usada pela facção criminosa Comando Vermelho. Equipes policiais locais vasculavam o principal bairro dominado pelo grupo quando localizaram o equipamento camuflado em um poste, conectado à fiação externa. A descoberta ocorreu durante a investigação de novos dispositivos de monitoramento da facção.
Segundo agentes, o sistema é disfarçado com fita isolante e pintura preta para se camuflar entre os cabos. Durante o trajeto de patrulha, um policial indicou a existência de outra câmera escondida, apontando um pequeno orifício na estrutura. O repórter presente reagiu com surpresa ao perceber o equipamento.
Ao ser visto, o equipamento chamou a atenção pela camuflagem: o corpo do poste era pintado de preto, com fiação descendo; um buraco mínimo servia de abertura para captação de imagens. A análise da polícia aponta que o sistema clandestino permite ao grupo acompanhar a entrada de policiais, agentes públicos e até políticos em áreas sob influência do grupo em Cabedelo.
De acordo com as investigações, integrantes do Comando Vermelho monitoram a rotina de moradores da cidade a partir do Rio de Janeiro. A descoberta reforça a necessidade de avaliação de estruturas urbanas utilizadas para vigilância informal por facções criminosas e possíveis impactos na segurança local.
A reportagem completa acompanha a constatação de que o crime organizado utiliza redes de monitoramento para ampliar o controle territorial. O material exibido pela produção traz relatos de agentes sobre a extensão dessa prática e as medidas adotadas pelas forças de segurança.
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