- Caso de brutalidade contra criança de 11 anos em Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, é considerado “chocante” pelas autoridades.
- Pai, madrasta e avó da vítima foram presos, após a descoberta de que o garoto era acorrentado em casa.
- A vítima havia chegado a São Paulo há cerca de um ano e não estava matriculada em escola da região; vizinhos disseram não saber da criança.
- Investigadores aguardam laudos para confirmar a causa da morte; imagens de câmeras de segurança e dados telemáticos estão sendo analisados.
- O pai da criança tem histórico policial por violência doméstica; autoridades afirmam que a conduta da família foi de extrema gravidade.
O caso de violência contra uma criança de 11 anos, encontrado morto com sinais de tortura em uma residência no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, ganhou destaque nesta semana. A Polícia Civil e o Secretário de Segurança Público classificaram as imagens como chocantes, enquanto a investigação avança para esclarecer responsabilidades.
O irmão, o pai Chris Douglas, a madrasta Camilla Barbosa Dantas Felix e a avó paterna Aparecida Gonçalves foram presos entre a manhã de segunda-feira e a noite da quarta-feira, após constatarem que a criança havia sido acorrentada em casa. Agentes analisam câmeras de segurança e coletam depoimentos.
Segundo autoridades, o menino havia se mudado para São Paulo há cerca de um ano e não estava matriculado em escola da região. Vizinhos afirmaram não saber da existência da criança, e a família informou que ele era acorrentado para não fugir. A polícia investiga a motivação e as circunstâncias da morte.
Investigação
As autoridades destacam que a criança estava subnutrida, com marcas nos braços e tornozelos. A investigação também apura laudos médicos para confirmar a causa da morte. A autorização para quebra de dados telemáticos já foi obtida, e imagens de câmeras da residência estão em análise. A polícia afirma que não vai descartar nenhuma linha de apuração.
O secretário Nico Gonçalves enfatizou a gravidade do caso e que a polícia não pretende fechar o leque de possibilidades. A delegada Ancilla Vega afirmou que o teor das imagens é extremo e que a violência sofrida pela criança é incompatível com qualquer contexto. O delegado Thiago Augusto Silva Bassi informou que o titular do imóvel já possui histórico de violência doméstica.
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