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Budistas usam robô-monge para atrair jovens

Robô humanoide atua como monge na Coreia do Sul para atrair jovens, adaptando preceitos e estimulando reflexão ética sobre inteligência artificial

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  • Em meio ao Festival das Lanternas no templo Jogyesa, monges iniciaram o robô humanoide Gabi como monge, com manto açafrão e colar com 108 contas.
  • Durante a cerimônia, Gabi recebeu um certificado com a data de fabricação em 3 de março de 2026, em vez de uma data de nascimento.
  • A iniciativa ocorre em um contexto de queda na participação budista na Coreia do Sul, com apenas 16% da população se identificando como budista e cerca de 8% entre jovens na faixa dos 20 anos.
  • Em 2025, a Ordem Jogye ordenou 99 novos monges, menos que os mais de duzentos registrados há uma década.
  • Os cinco preceitos budistas adaptados para máquinas proibiam danos, destruição de outros robôs ou objetos, engano, desrespeito e cobranças excessivas; o líder disse que ferramentas de inteligência artificial foram usadas para testar os conceitos.

A cerimônia do Festival das Lanternas no templo Jogyesa, em Seul, teve um momento inédito: a iniciação de um robô humanoide como monge. O equipamento recebeu um manto açafrão, um colar de 108 contas e um adesivo do festival no braço mecânico, substituindo o ritual yeonbi tradicional.

O robô, batizado como Gabi, recebeu um certificado de fabricação com data de 3 de março de 2026, em vez de uma data de nascimento. A iniciativa foi conduzida pelos monges da ordem Jogye, com a liderança avaliando o gesto como parte de uma reflexão ética sobre tecnologia.

Segundo o Venerável Sungwon, a ideia começou de forma descontraída, mas evoluiu para prática séria. Ele apontou que robôs ganham espaço na vida cotidiana na Coreia, aproximando-se da comunidade e de jovens especialmente.

A cerimônia ocorreu pouco antes do desfile das Lanternas de Lótus, previsto para a próxima semana, no qual Gabi será acompanhado por outros três humanoides: Seokja, Mohee e Nisa. A ordem afirma que a meta é atrair jovens para os templos sem perder o caráter religioso.

Dados da própria organização mostram queda na participação budista no país: 16% da população se identifica como budista, frente a 23% em 2005, com cerca de 8% entre jovens na casa dos 20 anos. Em 2025, apenas 99 monges foram ordenados, abaixo de mais de 200 na década anterior.

Líderes budistas destacam que o budismo busca ampliar presença cultural entre jovens por meio de aplicativos de meditação, produtos temáticos e campanhas nas redes sociais. A introdução de Gabi faz parte dessa estratégia de aproximação com as novas gerações.

Durante a cerimônia de 6 de maio, o robô caminhou diante de monges e fiéis, inclinou-se diante do templo e recebeu cinco preceitos budistas adaptados para máquinas. Os preceitos proibiam causar danos, destruir robôs, agir de forma enganosa, desrespeitar pessoas e evitar cobranças excessivas.

Sungwon explicou que o quinto preceito aborda o excesso no universo tecnológico, não apenas limites para baterias. Também mencionou o uso de ferramentas de inteligência artificial, incluindo ChatGPT e Gemini, para testar conceitos éticos.

O monge reforçou que o objetivo principal não é determinar se robôs podem praticar budismo, mas estimular reflexões éticas entre humanos que desenvolvem tecnologias. Ensinar a posição de oração ao robô foi um dos desafios do processo.

Sobre o futuro, Sungwon afirmou que o avanço da IA deve ser encarado como transcendente, não como ameaça. Ele citou a possibilidade de seres com inteligência elevada cuidarem da humanidade com benevolência.

Fonte: The Guardian.

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