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Maior ferrovia de passageiros dos EUA entra em greve e afeta Nova York

Greve da Long Island Rail Road paralisa serviço na região de Nova York; 3.500 trabalhadores, primeira desde 1994

Pessoas embarcando em um trem da Long Island Rail Road na estação de Jamaica, Nova York, em 12 de maio de 2026
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  • A Long Island Rail Road, a maior ferrovia de passageiros suburbana dos EUA, entrou em greve com a participação de cinco sindicatos que representam 3.500 trabalhadores, sendo a primeira paralisação desde 1994.
  • A greve começou à 0h01 deste sábado e deve afetar centenas de milhares de passageiros na região da cidade de Nova York, com maior impacto na segunda-feira, quando cerca de 300 mil pessoas se deslocam para a cidade.
  • A MTA informou que o serviço de ônibus limitado poderá atender aproximadamente 13 mil passageiros pela manhã e 13 mil à noite, e recomendou que as pessoas trabalhem de casa e evitem viagens não essenciais.
  • As negociações entre sindicatos e administração da ferrovia fracassaram na sexta-feira; a governadora de Nova York, Kathy Hochul, classificou a greve como irresponsável e pediu retorno imediato às negociações.
  • A MTA não concorda com os reajustes salariais propostos, afirmando que não pode fechar um acordo que comprometa o orçamento nem transfira custos para passageiros e contribuintes.

A maior ferrovia de passageiros dos Estados Unidos, a Long Island Rail Road, entrou em greve neste fim de semana, envolvendo cinco sindicatos e cerca de 3.500 trabalhadores. O movimento paralisau completamente o tráfego e afeta a região da cidade de Nova York. A manifestação começou à 0h01 no horário do leste dos EUA, após falha nas negociações entre os sindicatos e a gestão da empresa.

Os sindicatos reivindicam reajuste salarial e condições de trabalho. Eles ressaltam que o último aumento ocorreu em 2022, num contexto de grande valorização do custo de vida em toda a região. A greve é a primeira desde 1994 na LIRR e promete impacto significativo para usuários que já costumam enfrentar high taxes e trânsito intenso.

A Metropolitan Transportation Authority (MTA), que opera o sistema, informou que o serviço limitado de ônibus poderá atender cerca de 13 mil passageiros pela manhã e outros 13 mil à noite. As autoridades orientam que moradores considerem trabalhar em casa ou planejem deslocamentos com antecedência.

Ao menos até segunda-feira, quando a demanda de deslocamento nas manhãs de pico aumenta, a greve deverá afetar centenas de milhares de usuários que passam pela região metropolitana. A MTA reforça a necessidade de evitar viagens não essenciais e de aguardar por informações oficiais sobre o retorno gradual dos serviços.

Negociações e impactos

As negociações de última hora entre as partes não chegaram a um acordo. Os representantes sindicais destacam que a paralisação é consequência de impasses sobre salários e normas de trabalho. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, classificou a greve como irresponsável e pediu que as partes retornem à mesa de negociações.

O chefe da MTA, Janno Lieber, afirmou que a agência não pode concordar com reivindicações salariais que comprometam o orçamento da empresa nem transferam custos para passageiros e contribuintes. A legislação trabalhista local favorece a mediação e impede greve ampla com facilidade, mas, segundo as lideranças sindicais, as barreiras legais já foram superadas.

A situação permanece sem nova rodada de negociações anunciada. Não há previsão oficial de retorno imediato ao trabalho, e as autoridades recomendam acompanhar as comunicações oficiais para atualizações sobre o restabelecimento do serviço.

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