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Parque nacional com 152 mil hectares, 3 biomas e 2ª maior cachoeira do Brasil

Chapada Diamantina, com 152 mil hectares e três biomas, é o parque nacional mais lembrado pela população em 2024, destacando cachoeiras e grutas

Igatu destaca-se como a “Vila de Pedra” da Chapada Diamantina, abrigando ruínas históricas que remetem à mística de Machu Picchu // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
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  • Chapada Diamantina tem 152 mil hectares e abriga cachoeiras, grutas com luz azul-turquesa e a segunda maior queda d’água do Brasil.
  • O parque fica a 425 km de Salvador e reúne três biomas — Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica — em altitudes entre 500 e mais de 1.700 metros.
  • Abriga seis municípios baianos: Lençóis, Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Mucugê e Palmeiras, com várias trilhas, cavernas e sítios arqueológicos.
  • Foi o parque mais lembrado pela população na pesquisa Parques do Brasil 2024, realizada pelo Instituto Semeia.
  • Principais atraentes: Morro do Pai Inácio, Cachoeira da Fumaça (340 metros), Vale do Pati, Poço Azul, Poço Encantado e o Marimbus, o pequeno Pantanal baiano.

A Chapada Diamantina, a 425 km de Salvador, abrange 152 mil hectares e abriga três biomas em um único território. O parque abriga a segunda maior cachoeira do Brasil, além de grutas com luz azul-turquesa e picos que passam de 1.700 metros. Foi o parque mais lembrado pelo público na pesquisa Parques do Brasil 2024.

O território reúne Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, com altitudes entre 500 e 1.700 metros. A área abrange seis municípios baianos: Lençóis, Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Mucugê e Palmeiras. A diversidade é marcada por trilhas, cachoeiras, grutas e sítios arqueológicos.

Entre as atrações está o Morro do Pai Inácio, cartão-postal da região. O mirante fica a 1.120 metros de altitude e oferece visão de 360 graus ao pôr do sol. A trilha de 500 metros leva cerca de 20 minutos de subida.

Dentre as cachoeiras, a Fumaça, com 340 metros de queda, é a segunda maior do país. O acesso pelo Vale do Capão apresenta a queda pela borda do vale, através de trilha de 6 km. O Vale do Pati oferece trekking de três a cinco dias, com pernoite em casas de moradores.

Grutas de destaque incluem a Lapa Doce, com cerca de 20 km mapeados e 850 metros abertos à visitação. Em Iraquara, a Gruta Azul oferece flutuação com snorkel sobre águas translúcidas, conectada ao Rio Pratinha. Em 2005, paleontólogos encontraram o esqueleto da preguiça-gigante Eremotherium laurillardi no Poço Azul.

No cenário gastronômico, Lençóis, Mucugê e Vale do Capão servem pratos que combinam ingredientes do Cerrado e da Caatinga. Entre as opções, destacam-se galinha caipira na lata, godó de banana, doce de buriti, café no coador de pano e cachaças artesanais de Abaíra.

O clima é tropical de altitude. Em Lençóis, a temperatura média fica em torno de 22°C, com chuvas concentradas entre novembro e março. O Poço Encantado revela um feixe de luz azul entre abril e setembro. A média de chuva em maio fica em torno de 30 mm.

O acesso principal se dá por Lençóis. O aeroporto local recebe voos diretos de Salvador, com duração de cerca de uma hora. Quem chega de carro segue pela BR-324 e BR-242, em viagem de 6 a 7 horas. Trilhas exigem condutor credenciado pelo ICMBio, pois muitos trechos não têm sinalização.

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