- Em maio de 2006, transferência de 765 detentos para Presidente Venceslau desencadeou ataques em nove dias que resultaram em 564 mortos e 110 feridos, segundo as autoridades.
- Entre os transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC); ele nasceu em Osasco, em vinte e cinco de janeiro de 1968.
- O PCC ordenou um “salve geral” em doze de maio, véspera do Dia das mães, provocando rebeliões em setenta e quatro presídios e ataques a bases, viaturas e delegacias.
- Marcola, hoje com mais de trezentos anos de pena, está isolado na Penitenciária Federal de Brasília desde dois mil e vinte e três; teve uma mobilização de segurança para uma ressonância em dois mil e vinte e cinco.
- Processos recentes mostram ações de lavagem de dinheiro pelo PCC: Marcola recebeu seis anos e quatro meses de prisão em regime fechado; a esposa, Cynthia Camacho, teve quatro anos em regime aberto, e os sogros foram condenados a três anos, ligados a imóveis avaliados em mais de três milhões de reais na Granja Viana.
O estado de São Paulo viveu em maio de 2006 a maior crise de segurança pública de sua história, com 564 mortos e 110 feridos em nove dias. A transferência de 765 detentos, em 11 de maio, para a Penitenciária de Presidente Venceslau foi o estopim dos ataques.
Entre os transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o líder máximo do PCC. Nascido em Osasco, em 1968, ele começou a trajetória criminosa ainda jovem e ganhou o apelido a partir de um hábito de infância.
Marcola ficou conhecido por seu perfil intelectualizado e por acumular lideranças dentro da facção. A sua prisão ocorreu em 1999, após o maior assalto a banco já registrado em São Paulo, e desde então ele ocupou posição de comando no PCC.
Quem é Marcola
O líder do PCC assume o controle pleno da organização a partir de 2002, após conflitos internos. Sob sua gestão, a facção expandiu ações fora das prisões, fortalecendo o tráfico de drogas e armas no Brasil e em países vizinhos, mantendo relações com a máfia italiana.
Crimes de Maio de 2006
Em resposta à transferência para Presidente Venceslau, o PCC ordenou um salve geral em 12 de maio. Rebeliões ocorreram em 74 presídios, com ataques a bases, viaturas e delegacias, além de incêndios e interrupção do transporte público.
Relatórios indicam que a violência também foi impulsionada por extorsões de policiais contra a facção. No recorte brasileiro, houve forte impacto em áreas periféricas e entre civis jovens.
Situação prisional atual
Marcola acumula condenações por homicídios, tráfico e organização criminosa, com mais de 300 anos de pena. Em 2019 foi transferido para o Sistema Penitenciário Federal. Desde 2023 está isolado na Penitenciária Federal de Brasília.
Em 2025, houve deslocamento para uma ressonância com forte aparato de segurança. Em dezembro, juiz paulista reconheceu a extinção da punibilidade em um caso amplo contra o PCC, sem liberar o líder das demais sentenças.
Processos e disputas legais
A Justiça manteve condenações por lavagem de dinheiro envolvendo Marcola e sua esposa, casal proprietários de um salão de beleza utilizado para ocultar recursos. Sogros da liderança também foram condenados por papéis de laranjas na aquisição de bens de alto valor.
A defesa questiona a gravação de atendimentos dos presos em parlatórios presenciais, citando precedente do STF que isentou sigilos. A Polícia Penal Federal defende as gravações como ferramenta de inteligência para evitar mudanças de ordem de dentro para fora das prisões.
Sob supervisão de Carolina Figueiredo
Entre na conversa da comunidade