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Caso de Tartaglione, colega de cela de Epstein, envolvido em quadruplo homicídio

Nota revelada por Tartaglione reacende dúvidas sobre a morte de Epstein na prisão e as circunstâncias do caso

The note that Jeffrey Epstein's former cellmate said he found after Epstein's reported suicide attempt on 23 July 2019.
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  • Em abril de 2016, Nicholas Tartaglione, ex-policial e traficante de cocaína, supostamente matou Martin Luna e mais três homens, enterrando-os em uma área de Otisville, Nova York, após uma disputa envolvendo Luna.
  • Os corpos foram desenterrados nove meses depois; Tartaglione foi preso e condenado em 2023 a quatro sentenças de prisão perpétua consecutivas.
  • Tartaglione foi colega de cela de Jeffrey Epstein no centro de detenção metropolitano de Manhattan; Epstein foi encontrado morto em sua cela em julho de 2019, com conclusão de suicídio pelas autoridades.
  • A princípio, Epstein disse ter sido atacado por Tartaglione, mas depois retratou a acusação; Tartaglione afirmou ter encontrado uma nota de Epstein em um romance gráfico, que só foi divulgada meses depois.
  • A nota traz trechos como “Não vale a pena” e “It’s a treat to be able to choose one’s time to say goodbye”; sua divulgação ocorreu após disputa legal entre advogados de Tartaglione e o tribunal, e não alterou a conclusão oficial sobre a morte de Epstein.

Foi alvo de investigação um caso ocorrido no Likquid Lounge, em Chester, Nova York, em abril de 2016. O objetivo era confrontar Martin Luna, ligado à máfia mexicana, após suposta fraude de 250 mil dólares. O envolvimento de um ex-policial movido a cocaína consta no inquérito.

Conduzido por Nicholas Tartaglione, 49 anos, o confronto escalou. Luna levou dois sobrinhos e um amigo. A vítima foi morta a golpes, sob vigilância de Luna, que assistiu o crime. O corpo foi removido para uma propriedade rural em Otisville, onde três homens foram executados.

A investigação levou à descoberta de um burial em massa no local. Noves meses depois, as autoridades localizaram os restos. Tartaglione foi preso e acusado de sequestro e homicídio. Em 2023, foi condenado a quatro penas de prisão perpétua consecutivas.

Durante o período em que esteve em uma sede prisional em Manhattan, Tartaglione foi colocado na mesma cela que Jeffrey Epstein, o finado financista, acusado de tráfico sexual. Segundo reportagens, eles teriam mantido boa convivência durante o período.

Em 2019, Epstein foi encontrado com ferimentos no pescoço. Tartaglione informou aos guardas que houve agressão, depois retrucou a versão. A administração prisional concluiu que Epstein teria tentado tirar a própria vida.

Posteriormente, Tartaglione afirmou ter encontrado uma nota de Epstein escondida em um romance gráfico. A nota só veio a público após uma disputa legal entre advogados no caso de Tartaglione. A peça foi entregue aos advogados de Tartaglione.

A nota começa com a frase It is a treat to be able to choose one’s time to say goodbye e descreve inconsistências em acusações contra Tartaglione, relacionados a denúncias anteriores. O documento foi usado em defesa para questionar a gravidade das acusações de homicídio.

Os advogados de Tartaglione alegam que o conteúdo não mostra ligação direta com Epstein. Eles destacam que não havia arma, dinheiro ou utensílios de tráfico na cena, nem DNA de Tartaglione. A defesa também contesta o uso da nota para insinuar participação de Epstein.

O caso segue com a política de arquivamento de evidências e a controvérsia sobre a veracidade da nota. Tribunais em White Plains, Nova York, mantêm a documentação pública, após solicitações da imprensa para disponibilização de evidências.

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