- Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como “Fuminho”, braço direito de Marcola, foi internado em hospital particular de Brasília sob forte escolta neste domingo (17).
- Ele está detido na Penitenciária Federal de Brasília e a cirurgia foi classificada como necessária por problema de saúde, de caráter eletivo.
- Cerca de duzentos policiais participaram da ação de transferência na tarde de domingo; a região central de Brasília ficou isolada na segunda-feira (18).
- Fuminho é apontado como principal aliado de Marcola no tráfico internacional de drogas do PCC; ele fugiu do Carandiru em 1999 e foi recapturado em Moçambique em 2020.
- Investigação associou o grupo a planos de resgate de Marcola, com operação avaliada em US$ dois milhões na época. Marcola está preso desde 2019 em presídio federal.
Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho, foi internado em um hospital particular de Brasília neste domingo, sob forte escolta policial. A cirurgia foi classificada como eletiva, não emergencial, e ele permanece sob custódia. A região central de Brasília ficou isolada durante a transferência.
Segundo apuração da CNN Brasil, Fuminho é apontado como braço direito de Marcola, líder do PCC, no tráfico internacional de drogas da facção. O detido está na Penitenciária Federal de Brasília, onde passou por avaliação médica que justificou a cirurgia.
Mais de 200 policiais participaram da operação de transferência no domingo, com atuação na região. A presença policial visa cumprir a decisão de manter o preso sob vigilância reforçada durante o procedimento médico.
Histórico de Fuminho e relação com Marcola
Gilberto Aparecido dos Santos ganhou notoriedade ao fugir da Casa de Detenção de São Paulo em 1999 e só ser recapturado em 2019, na Moçambique. Ele foi preso em um condomínio de luxo durante a ação conjunta de PF, polícia moçambicana, DEA, Itamaraty e Departamento de Justiça dos EUA.
As autoridades associam Fuminho a uma rede de tráfico internacional ligada ao PCC, com foco no abastecimento externo da organização. Investigações já indicaram planos de resgate envolvendo o PCC e operações em território brasileiro e internacional.
Entre as linhas de investigação, destaca-se a tentativa de resgate de Marcola da Penitenciária Federal de Brasília. A operação envolveu apópio financeiro do PCC estimado em centenas de milhões de reais e contatos com lideranças e estruturas de dentro e fora do Brasil.
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