- Decisão sobre a adolescente que tirou a vida de Isabele Ramos veio à tona; Isabele tinha 14 anos na época, em julho de 2020, em Cuiabá, Mato Grosso.
- A garota que matou Isabele era amiga da vítima, ambas tinham 14 anos; o tiro foi considerado proposital pelas investigações.
- O pai da jovem foi indiciado por posse de arma para menor, entre outros crimes; a adolescente cumpriu um ano e cinco meses de detenção por ato infracional análogo ao homicídio qualificado.
- Na decisão recente, o Tribunal de Justiça manteve a sentença que condenou os pais da autora do disparo a indenizar a família de Isabele, com valor estimado acima de 600 mil reais.
- A ex-autoridade do crime voltou a repercutir após aparecer, aos 20 anos, em vídeo em festa no interior de São Paulo, Barretos, comentando sobre o visual.
Uma nova decisão sobre o caso envolvendo Isabele Guimarães Ramos trouxe à tona elementos já conhecidos: a vítima tinha 14 anos quando morreu, em julho de 2020, em Cuiabá, no Mato Grosso. A colega de mesma idade chamou Isabele para a casa, no condomínio onde moravam, para ajudar a fazer um bolo. Horas antes, o namorado da adolescente deixou a arma do pai na residência.
Investigação aponta que o disparo foi proposital. Segundo a Polícia Civil, a posição do corpo e a altura da arma indicam agressão intencional. O inquérito concluiu que a autora cometeu ato infracional homicídio doloso, além de imprudência e imperícia. O pai da adolescente foi indiciado por homicídio culposo, posse ilegal de arma, fraude processual e entrega de arma a menor.
A adolescente ficou detida por 1 ano e 5 meses, cumprindo medida socioeducativa por ato infracional análogo ao homicídio qualificado. A jovem foi apreendida em janeiro de 2021 e solta em junho de 2022. O namorado, que tinha 16 anos à época, e o pai dele também foram indiciados por envolvimento com a arma.
Decisão sobre os pais da adolescente
Na última quarta-feira, 20, o Tribunal de Justiça manteve a condenação inicial que prevê indenização à família de Isabele. A desembargadora Helena Póvoas destacou que a arma era de responsabilidade de Marcelo Cestari e que houve negligência no seu armazenamento. O valor estimado de indenização fica acima de 600 mil reais, com 303 mil 600 reais para cada um dos apelados.
A defesa argumentou que o montante seria desproporcional, apontando o poder aquisitivo da família Cestari. Já a defesa da família de Isabele ressaltou a gravidade do dano e a necessidade de reconhecer o efeito patrimonial e moral do episódio. A desembargadora manteve o veredito anterior, considerando razoável a indenização diante da extensão do dano.
O caso voltou aos holofotes recentemente quando a adolescente, hoje com 20 anos, foi vista em Barretos, no interior de São Paulo, em participação de evento. Um vídeo divulgado pela empresa que a acompanhava mostrou-a respondendo a perguntas sobre o visual, recebendo notas positivas de quem gravou.
Entre na conversa da comunidade