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As praias mais perigosas do planeta

Nazaré exibe ondas de até trinta metros, diante de correntes, tubarões, lava vulcânica e outros fatores que tornam várias praias ao redor do mundo extremamente perigosas

Foto: Captura de vídeo do site www.redbull.com/br-pt
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  • Praia de Nazaré, Portugal: famosa por ondas gigantes — até cerca de 30 metros — devido a um cânion submerso; já houve morte de surfista em 2023 e há apresentações em verão.
  • Praias de Areia Preta do Kilauea, Havaí: região atingida pela atividade do vulcão Kilauea; lava antiga forma areia escura e água pode alcançar temperaturas próximas de 110 °C.
  • Praias da Amazônia: praias de água doce nos rios amazônicos; aparecem piranhas, sucuris e enguias entre os riscos para banhistas.
  • Zipolite, México: reconhecida como “praia dos mortos” por correntes fortes; duas correntes podem puxar para o oceano, dificultando retornar à praia.
  • Ilha da Reunião, Oceano Índico: tubarões em número acima do comum desde 2011; ataques motivaram a interdição de nado e surfe em 2013.

A Praia de Nazaré, em Portugal, ganhou notoriedade mundial pelas ondas gigantes. Localizada ao norte de Lisboa, mobiliza surfistas em busca de desafios extremos e já registrou ondas de até 30 metros.

O fenômeno acontece devido a um cânion submerso que acelera o avanço das ondas na costa, criando condições muito perigosas para frequentadores e atletas, mesmo para os mais experientes.

Em entrevistas de especialistas, a presença do cânion é apontada como principal fator de risco, exigindo cautela redobrada e preparo específico para quem enfrenta as águas.

A tragédia envolvendo o surfista baiano Márcio Freire, em 5 de janeiro de 2023, reacendeu o debate sobre os perigos da Praia de Nazaré e seus desafios.

Freire integrava o grupo Mad Dogs, conhecido por encarar ondas extremamente altas sem apoios como salva-vidas ou jet-ski, tema de documentário recente.

As redes sociais divulgaram a última imagem de Freire antes do acidente, destacando o alto nível de risco associado à prática na região.

Entre outros locais citados, existem praias com riscos distintos, que vão desde água morna até correntes fortes e atividade vulcânica.

Na região de Kilauea, no Havaí, a areia é escura pela lava que se mistura ao oceano, elevando temperaturas da água e impondo perigos adicionais aos banhistas.

Erupções vulcânicas históricas, como a de 2018, provocaram danos estruturais e mostraram o comportamento atípico da lava ao encontrar o mar, com fragmentação de cinza.

A combinação de lava, água quente e ventos imprevisíveis resulta em ambiente de alto risco para moradores locais e visitantes.

A região amazônica também abriga praias de água doce, onde a beleza convive com riscos de animais como piranhas, sucuris e enguias.

Já Zipolite, no México, é conhecida pela beleza, mas é chamada de praia dos mortos devido às correntes que podem puxar banhistas para o oceano ou para a costa.

Em duas correntes distintas, uma tende ao alto mar e a outra para a costa, dificultando o retorno caso a pessoa entre na corrente incorreta.

Na Índia, a Chowpatty Beach, em Mumbai, figura entre as praias mais perigosas por questões de higiene e condições de saneamento que afetam a saúde dos visitantes.

A Ilha da Reunião, no Oceano Índico, registra incidência de tubarões acima da média desde 2011, levando ao alerta de proibição de nado e surfe desde 2013.

Fraser Island, na Austrália, é reconhecida pelo Patrimônio Mundial da UNESCO, mas registra presença incomum de tubarões, além de dunas profundas e águas com perigos adicionais.

O local também está associado a outros riscos, como a presença de dingo e águas-vivas conhecidas como garrafas azuis, que podem ser fatais em contato direto com a pele.

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