- Capcom defende o uso de IA como suporte no desenvolvimento, afirmando que a IA não cria arte, mas desbloqueia o potencial dos criadores, em resposta às polêmicas envolvendo o DLSS 5 e Resident Evil Requiem.
- Shinichi Inoue, vice-presidente da Capcom, disse que a IA evolui, mas ainda fica aquém da sensibilidade humana no processo criativo, e citou a depuração como exemplo de uso responsável.
- Kazuki Abe, diretor técnico, ressaltou que a IA deve assumir tarefas intermediárias e repetitivas, enquanto a qualidade criativa fica por conta da equipe humana, que controla entrada e saída dos resultados.
- As críticas ao DLSS 5 surgiram após alterações perceptíveis em personagens, como Grace Ashcroft, em Resident Evil Requiem, com o debate sobre o uso de IA na renderização.
- O DLSS 5 está previsto para chegar entre setembro e dezembro deste ano, com suporte a títulos como Resident Evil Requiem, Hogwarts Legacy, Starfield e Assassin’s Creed Shadows.
A Capcom defende o uso de IA no desenvolvimento de jogos, mesmo após as polêmicas envolvendo o DLSS 5 da Nvidia e o visual de Grace em Resident Evil Requiem. Executivos exaltam que a IA funciona como apoio, não como criadora de arte.
Em entrevista ao 4Gamer.net durante o Google Cloud Next 2026, em Las Vegas, a empresa explicou o papel da IA no fluxo criativo. A ideia é liberar o potencial humano, evitando substituição da sensibilidade criativa.
Shinichi Inoue, vice-presidente de plataforma de desenvolvimento e soluções de IA, ressaltou que a IA evolui, mas não supera a sensibilidade dos criadores. Ela auxilia na depuração e na organização de elementos para revisão humana.
O executivo explicou que a IA analisa o jogo com base no conceito do diretor, filtrando erros prováveis e propondo estruturas que a equipe revisa depois. O objetivo é manter o contexto e as intenções do projeto.
Kazuki Abe, diretor técnico da Capcom, enfatizou que o trabalho humano continua central. Segundo ele, a IA assume tarefas intermediárias e repetitivas, enquanto decisões de qualidade ficam com a equipe.
A empresa destacou que o uso da IA busca facilitar etapas rotineiras sem comprometer o controle criativo. Abe afirmou que os comandos à IA e os resultados finais seguem sob supervisão humana.
A polêmica envolvendo o DLSS 5 ganhou notoriedade por alterações perceptíveis na aparência de personagens em Resident Evil Requiem. Grace Ashcroft foi o caso mais comentado nas redes.
Profissionais da indústria reagiram com críticas a mudanças visuais, citando exageros no contraste e na nitidez. Alguns destacaram preferência pela aparência original dos personagens.
O produtor de Resident Evil Requiem, Masato Kumzawa, afirmou que a reação dos jogadores ao design original foi positiva, mostrando apoio ao visual não modificado. A Nvidia destacou o controle dos desenvolvedores.
O DLSS 5 tem lançamento previsto para este ano, com suporte a Requiem, Hogwarts Legacy, Starfield e Assassin’s Creed Shadows. A Capcom mantém o foco no uso responsável de IA com supervisão humana.
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