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Ex-designer de moda Emma Safir transforma tecido em pinturas cativantes

Emma Safir transforma têxteis em pinturas híbridas, unindo bordado, impressão digital e artesanato para enfrentar a comodificação da arte

View of Emma Safir’s 2026 exhibition at Hesse Flatow, New York.
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  • Emma Safir, ex-design de moda e gravadora de xilogravura, cria obras que cruzam arte, artesanato e processos digitais para questionar a mercantilização da arte.
  • Suas pinturas em forma de amêba e grandes tapestries são feitas com tecidos impressos digitalmente, em georgette de seda e tule em tons vivos.
  • Em obras como Apricot Silk (2025) e Baby Darling (2025), usa smocking para criar relevo e profundidade, enfatizando a relação entre pintura, decoração e ornamento.
  • Beads de vidro, conchas e padrões desfocados de fotografias pessoais imprimidos no tecido adicionam iluminação e ondulação às superfícies.
  • A mostra de Safir na Hesse Flatow, em Nova York, expõe a combinação de técnicas manuais, impressão e mídia digital, desafiando categorias fixas e convidando uma leitura mais complexa das obras.

Emma Safir, ex-diarista da moda, transforma têxteis em pinturas envolventes e enigmáticas. Sua prática questiona a mercantilização da arte ao explorar sensorialidades do tecido e estratégias que cruzam mídias, memória e produção digital.

A artista utiliza conhecimento de vestuário, bordado tradicional e ornamento para criar obras que dialogam com o consumo passageiro e a decadência política. Ela mistura técnicas de fotografia, gravura e trabalho manual para repensar a marcação artística.

Safir produz peças de grande formato, com georgette e tule em seda — tons vivos que parecem joias. As pinturas incluem pregas e franzidos que dão profundidade a superfícies, reforçando a relação entre pintura e decoração.

Técnicas e materiais

A série *APRICOT SILK* (2025) e *BABY DARLING* (2025) investe em vozes táteis por meio de smocking, elevando a superfície e trançando luz com miçangas e conchas. Esses elementos iluminam os campos cromáticos.

As fibras são impressas com padrões obtidos a partir de fotografias pessoais, criando padrões opacos que dificultam a leitura de reflexos. Esse recurso intensifica a ambiguidade entre leitura de superfície e significado.

A linguagem de Safir se afasta de categorias fixas, exigindo engajamento mais complexo. Ponto, costura e intervenção digital convivem, desafiando hierarquias entre artes nobres, artesanato e mídia.

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