- Governo brasileiro não entregou a tempo os documentos de extradição, e os suspeitos ficaram em liberdade provisória na Espanha desde 16 de janeiro; o prazo era até 5 de janeiro.
- O suposto mandante é Ítalo Jordi Santos Pireneus, conhecido como Breu do Pix, e há mais sete suspeitos, incluindo os três membros do núcleo que teriam articulado o crime. Eles respondem por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
- Além de Breu, foram soltos Henrique Magnavita Lins (o Russo), Mateus Medeiros Silva e Wesley do Nascimento Lopes (o Spider); outros alvos incluem Rômulo de Oliveira Carvalho e Thaís Penalva Lima, que seguem com pedidos de extradição em tramitação.
- O processo na Espanha envolve mandado de prisão e extradição emitido no Brasil, com duração máxima de oitenta dias para a prisão preventiva; houve falha do Ministério da Justiça no envio de documentação e tradução, segundo emails nos autos.
- O ataque, estimado em torno de R$ oitocentos milhões desviados de contas do Banco Central via Pix, teve parte do dinheiro convertido em criptomoedas; ainda há investigações sobre quem menção ao operador da lavagem e o destino do restante do valor.
O governo brasileiro não entregou a documentação de extradição no prazo que venceria em 5 de janeiro, resultando na liberdade provisória de suspeitos do maior golpe hacker do país. As autoridades espanholas liberaram Ítalo Jordi Santos Pireneus, conhecido como Breu do Pix, e mais sete investigados em 16 de janeiro, na Espanha, por falta de petições dentro do prazo.
De acordo com comunicações entre a embaixada do Brasil em Madri e a Justiça espanhola, a liberação ocorreu após o não envio da documentação necessária para extradição. Entre os soltos estão Breu do Pix, Henrique Magnavita Lins (o Russo), Mateus Medeiros Silva e Wesley do Nascimento Lopes (Spider). Eles respondem por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Os autos indicam que o delito ocorreu em 30 de junho de 2025, envolvendo desvio de cerca de R$ 800 milhões de contas mantidas pelo Banco Central para facilitar transações via Pix. Parte do dinheiro foi convertida em criptomoedas, com operações entre várias contas em instituições financeiras até chegar a um estudante de medicina, Patrick Zanquetim, que teria gerido as saídas e recebimentos.
Ainda conforme as informações judiciais, Rômulo de Oliveira Carvalho, residente em Valência, e Thaís Penalva Lima, esposa de Breu, também estão sob pedidos de extradição. Apesar da liberdade, os pedidos continuam em tramitação na Espanha, e novas prisões dependem de novos mandados emitidos pelo Brasil e traduzidos para o espanhol.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou não comentar casos específicos, reiterando que cumpre os trâmites legais de extradição. O Itamaraty também não comentou o assunto. A Polícia Federal iniciou o processo de extradição em 31 de outubro, e os documentos foram entregues às autoridades espanholas apenas em 19 de janeiro.
A decisão de liberdade provisória baseou-se na ausência de risco de fuga comprovada pela Justiça espanhola e pela necessidade de cumprir os trâmites formais de extradição, incluindo a tradução de mandados. A defesa afirma que os envolvidos seguem sob monitoramento e medidas cautelares conforme decidido pela Justiça.
As investigações apontam ainda que parte do dinheiro desviado foi usado para adquirir ativos de alto valor, incluindo carros de luxo, e que os suspeitos mantêm imóveis em Goiânia, Balneário Camboriú, Bahia e Angola. A PF e o Ministério Público seguem acompanhando o andamento do processo de extradição.
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