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Governo perde prazo e suspeitos de ataque hacker ficam livres na Espanha

Suspeitos do maior ataque hacker do Brasil permanecem livres na Espanha após Brasil não entregar mandados de extradição no prazo

Aeronave de denominação PP-BMG, fretado em 5 de julho para a fuga dos suspeitos do maior ataque hacker já registrado no país, em 30 de junho de 2025
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  • Governo brasileiro não entregou a tempo os documentos de extradição, e os suspeitos ficaram em liberdade provisória na Espanha desde 16 de janeiro; o prazo era até 5 de janeiro.
  • O suposto mandante é Ítalo Jordi Santos Pireneus, conhecido como Breu do Pix, e há mais sete suspeitos, incluindo os três membros do núcleo que teriam articulado o crime. Eles respondem por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
  • Além de Breu, foram soltos Henrique Magnavita Lins (o Russo), Mateus Medeiros Silva e Wesley do Nascimento Lopes (o Spider); outros alvos incluem Rômulo de Oliveira Carvalho e Thaís Penalva Lima, que seguem com pedidos de extradição em tramitação.
  • O processo na Espanha envolve mandado de prisão e extradição emitido no Brasil, com duração máxima de oitenta dias para a prisão preventiva; houve falha do Ministério da Justiça no envio de documentação e tradução, segundo emails nos autos.
  • O ataque, estimado em torno de R$ oitocentos milhões desviados de contas do Banco Central via Pix, teve parte do dinheiro convertido em criptomoedas; ainda há investigações sobre quem menção ao operador da lavagem e o destino do restante do valor.

O governo brasileiro não entregou a documentação de extradição no prazo que venceria em 5 de janeiro, resultando na liberdade provisória de suspeitos do maior golpe hacker do país. As autoridades espanholas liberaram Ítalo Jordi Santos Pireneus, conhecido como Breu do Pix, e mais sete investigados em 16 de janeiro, na Espanha, por falta de petições dentro do prazo.

De acordo com comunicações entre a embaixada do Brasil em Madri e a Justiça espanhola, a liberação ocorreu após o não envio da documentação necessária para extradição. Entre os soltos estão Breu do Pix, Henrique Magnavita Lins (o Russo), Mateus Medeiros Silva e Wesley do Nascimento Lopes (Spider). Eles respondem por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os autos indicam que o delito ocorreu em 30 de junho de 2025, envolvendo desvio de cerca de R$ 800 milhões de contas mantidas pelo Banco Central para facilitar transações via Pix. Parte do dinheiro foi convertida em criptomoedas, com operações entre várias contas em instituições financeiras até chegar a um estudante de medicina, Patrick Zanquetim, que teria gerido as saídas e recebimentos.

Ainda conforme as informações judiciais, Rômulo de Oliveira Carvalho, residente em Valência, e Thaís Penalva Lima, esposa de Breu, também estão sob pedidos de extradição. Apesar da liberdade, os pedidos continuam em tramitação na Espanha, e novas prisões dependem de novos mandados emitidos pelo Brasil e traduzidos para o espanhol.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou não comentar casos específicos, reiterando que cumpre os trâmites legais de extradição. O Itamaraty também não comentou o assunto. A Polícia Federal iniciou o processo de extradição em 31 de outubro, e os documentos foram entregues às autoridades espanholas apenas em 19 de janeiro.

A decisão de liberdade provisória baseou-se na ausência de risco de fuga comprovada pela Justiça espanhola e pela necessidade de cumprir os trâmites formais de extradição, incluindo a tradução de mandados. A defesa afirma que os envolvidos seguem sob monitoramento e medidas cautelares conforme decidido pela Justiça.

As investigações apontam ainda que parte do dinheiro desviado foi usado para adquirir ativos de alto valor, incluindo carros de luxo, e que os suspeitos mantêm imóveis em Goiânia, Balneário Camboriú, Bahia e Angola. A PF e o Ministério Público seguem acompanhando o andamento do processo de extradição.

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