- A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Búrica, com três prisões e oito buscas e apreensões, na manhã de 28 de maio, para investigar ataques a ônibus da Urbi Mobilidade Urbana.
- Ao menos 57 ônibus foram atingidos em 15 de janeiro, entre 18h e 23h, em Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Plano Piloto.
- Suspeitos teriam usado pedras, bolas de gude e estilingues para quebrar vidros e atingir veículos em circulação; um VW Gol vermelho é apontado como veículo logístico das ações.
- Investigações indicam que os ataques foram coordenados entre diferentes regiões, com apoio de um carro e possível participação de vários ocupantes; grupo de WhatsApp “Rodoviários na Resistência” foi criado um dia após os ataques.
- Motivo apontado seria retaliação após demissões de funcionários ligados a oposição sindical da concessionária; ao todo, oito pessoas são investigadas por danos qualificados, atentado contra a segurança de serviço público e associação criminosa.
Na manhã desta quinta-feira (28/5), a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Búrica para cumprir três mandados de prisão e oito de busca e apreensão relacionados a ataques a ônibus da Urbi Mobilidade Urbana no DF. As ações foram executadas emCeilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama, Planaltina e Águas Lindas de Goiás, com a apreensão de um veículo.
Segundo a DRFV II, ligada à Corpatri, há suspeita de envolvimento de oito pessoas no núcleo operacional. Os ataques ocorreram no dia 15 de janeiro, entre 18h e 23h, atingindo 57 ônibus em diversas regiões administrativas, com danos a vidros e risco a motoristas e passageiros.
Os ataques teriam sido realizados com pedras, bolas de gude e estilingues, com uso de um VW Gol vermelho descrito como plataforma logística. Arremessos seriam feitos simultaneamente em várias direções, indicando coordenação entre ocupantes do veículo.
A investigação aponta motivação ligada a retaliação após a demissão de trabalhadores dissidentes de um grupo de oposição sindical da concessionária. Após desligamentos em 9 de janeiro, integrantes teriam passado a pressionar a administração da empresa.
Além disso, a polícia identificou a criação de um grupo de WhatsApp, denominado “Rodoviários na Resistência”, um dia após os ataques. Participantes do grupo teriam mensagens de mobilização e enfrentamento, segundo apuração policial.
Ao todo, o empenho aponta o envolvimento de ao menos oito pessoas ligadas ao núcleo operacional. Os suspeitos podem responder por danos qualificados, atentado à segurança de serviço de utilidade pública e associação criminosa.
A operação contou com apoio de diferentes áreas da Polícia Civil, incluindo a Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento, a Dipo e delegacias circunscricionais. As autoridades seguem monitorando a investigação para esclarecer os demais aspectos do caso.
Detalhes da atuação policial
As ações envolveram cumprimento de mandados em várias regiões administrativas e a apreensão de um veículo utilizado para os ataques, conforme apurado pela investigação. A Polícia Civil não divulgou identificação dos suspeitos até a conclusão de diligências.
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