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Grupo usou criança com doença rara para aplicar golpes, diz polícia

Operação Eclipse mira grupo que usou imagem de criança de dez anos com Duchenne para campanhas falsas de arrecadação via Pix, com prejuízos expressivos e três prisões preventivas

Polícia Civil Rio Grande do Sul
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  • A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Eclipse para investigar golpe eletrônico por meio de campanhas falsas de arrecadação na internet.
  • Os suspeitos teriam usado indevidamente a imagem de uma criança de 10 anos moradora de Capão da Canoa, diagnosticada com distrofia muscular de Duchenne.
  • Páginas falsas de arrecadação e anúncios patrocinados simulavam campanhas solidárias para induzir vítimas a transferir dinheiro via Pix.
  • Uma das campanhas exibiu arrecadação superior a R$ 248 mil, com movimentações em contas ligadas à empresa usada pelo grupo totalizando milhões.
  • Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva (Curitiba, Londrina e Contagem), além de seis de busca e apreensão e bloqueio de ativos em Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; investigações continuam.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã de hoje a Operação Eclipse, para investigar um grupo criminoso suspeito de fraudes eletrônicas por meio de falsas campanhas beneficentes divulgadas na internet. A apuração é da DPRCC/DERCC, especializada em crimes cibernéticos.

Os investigadores apontam que os criminosos usaram indevidamente a imagem de uma criança de 10 anos, moradora de Capão da Canoa, diagnosticada com distrofia muscular de Duchenne, doença de alto custo. A divulgação ocorreu em páginas de arrecadação fraudulentas e anúncios patrocinados.

Essas campanhas simulavam solidariedade e induziam vítimas a transferirem valores via Pix. As publicações exibiam fotos da criança, detalhes sobre o estado de saúde e elementos visuais parecidos com campanhas legítimas de financiamento coletivo.

A investigação descreve uma estrutura considerada sofisticada, com domínios registrados no exterior, empresas intermediadoras de pagamento e forte movimentação financeira. Uma das campanhas chegou a exibir arrecadação de mais de R$ 248 mil.

A perícia também aponta movimentações financeiras beirando a casa dos milhões de reais em contas vinculadas à empresa usada pelo grupo. As informações indicam uso de redes e mecanismos de dissimulação para ocultar a origem dos recursos.

Prisões e mandados

Três investigados aparecem como alvos de prisão preventiva, com atuação ligada à estrutura financeira, às empresas de pagamento e ao registro de domínios.

  • um homem de 30 anos, em Curitiba, apontado como responsável pela linha financeira;
  • um homem de 30 anos, em Londrina, ligado às empresas de movimentação do dinheiro;
  • um homem de 31 anos, em Contagem, suspeito de registrar e manter os domínios usados nos golpes.

Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão preventiva, seis de busca e apreensão e bloqueios de ativos nos estados do Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Desdobramentos e continuidade das investigações

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras vítimas, possíveis envolvidos e a dimensão total do golpe. Em razão da operação, equipes reforçam apurações sobre a participação de terceiros e o cruzamento de informações entre as plataformas utilizadas.

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