- A babá de Henry Borel, Thayná de Oliveira Ferreira, depôs no sétimo dia do julgamento e relatou três ocasiões em que Jairo levou o menino para o quarto, saindo com queixas de dor.
- Thayná trabalhou para a família por cerca de um mês, entre o fim de janeiro e o início de março de 2021; Henry morreu em 8 de março de 2021.
- Em depoimento, a babá disse que recebeu instruções de Monique Medeiros para monitorar a situação e gravou momentos em que Henry parecia sofrer.
- Ela afirmou ter sido pressionada a apagar mensagens e a dizer que a convivência na casa era harmoniosa, recebendo orientação de um advogado para falar à imprensa.
- O julgamento está na oitava sessão, com previsão de durar até dez dias, sob presidência da juíza Elizabeth Machado Louro.
A babá de Henry Borel, Thayná de Oliveira Ferreira, fez um depoimento marcado no sétimo dia do julgamento de Jairo de Souza Santos Júnior e Monique Medeiros pela morte da criança. Ela afirmou que irá retratar versões falsas que apresentou no passado. O testemunho ocorreu no último domingo.
Thayná disse ter trabalhado com Henry por cerca de um mês, entre o fim de janeiro e o início de março de 2021. A criança morreu no dia 8 de março de 2021 após chegar ao Hospital Barra D’Or desacordada. Segundo a babá, Henry saiu do apartamento aos cuidados de Jairo e Monique já desacordado.
A babá relatou três episódios nos quais julgou haver condutas suspeitas do padrasto. Em uma ocasião, Jairo chamou Henry para o quarto, ficou sozinho com ele por cerca de 30 minutos e a criança saiu amuada. Em outra, Henry voltou com queixas de dor no joelho.
Ela contou ainda que, em momentos posteriores, Jairo levou Henry ao quarto do casal com a porta fechada. Thayná passou a enviar mensagens para Monique e gravou o que testemunhou, recebendo orientação para não expor o que ocorria. A babá afirmou ter sido pressionada a apagar mensagens.
A testemunha descreveu também que Monique demorou a retornar ao apartamento após as alegadas agressões. Ao chegar, a mãe reclamou apenas de uma unha borrada, segundo Thayná, que descreveu o clima de nervosismo no local. A babá relatou que, logo após a saída de Henry, ela e a outra funcionária foram levadas a um escritório de advocacia.
No escritório, Thayná afirmou ter recebido orientação para dizer que a convivência entre todos era harmoniosa e para falar à imprensa em defesa de Jairo e Monique. A testemunha disse ter cedido à pressão para mentir, reconhecendo que o fez posteriormente.
O julgamento ocorre sob a presidência da juíza Elizabeth Machado Louro e tem previsão de durar até dez dias. Nesta segunda-feira, o oitavo dia do julgamento, as informações da babá reforçam a linha de defesa que envolve a família da vítima.
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