- Consórcio MEZ-RZK Novo Centro avalia erguer moradias sobre o Terminal Luz e em área dos Correios para atender famílias removidas pela obra.
- Serão construídos entre trezentos e quatrocentos apartamentos para cerca de seiscentas famílias, com parte destinada a reassentamento e o restante comercializado.
- Terminal Luz e o espaço dos Correios serão as primeiras obras da PPP, com início previsto entre fevereiro e março de dois mil e vinte e sete e conclusão em dois mil e trinta e um.
- Custos estimados: quarenta e cinco milhões de reais para o terminal e cinquenta e cinco milhões de reais para os Correios, sem incluir a verticalização dos apartamentos.
- Desapropriações devem movimentar cerca de seiscentos e noventa milhões de reais; moradores deverão ficar próximos ao centro ou serem realocados mediante acordo, com auxílio-aluguel de mil reais.
O consórcio MEZ-RZK Novo Centro avalia a construção de apartamentos sobre o futuro Terminal Luz para abrigar parte das famílias desapropriadas pela implantação do centro administrativo de São Paulo, no Campos Elíseos. A ideia não está definida e depende de viabilidade, custos e aprovação de órgãos públicos.
Os espaços seriam as primeiras obras da Parceria Público-Privada (PPP) que busca a sede do governo. O Terminal Luz substituirá o Terminal Princesa Isabel e fica ao lado da estação Luz, no centro. A entrega está prevista para 2028.
A opção de edificar sobre o terminal depende de estudo de viabilidade financeira e de restrições de altura. O terminal terá cerca de 18 metros de altura para operar as linhas de ônibus, o que complica a inclusão de residências no topo.
O que envolve os apartamentos sobre o Terminal Luz
A avaliação do consórcio considera que a construção de lajes com moradias é possível após mudanças na lei municipal que reconhecem o direito de laje em infraestruturas públicas. A decisão final caberá à gestão do governo e à SPTrans, responsável pelo futuro terminal.
A ideia é que 300 a 400 apartamentos atendam famílias removidas pela obra, parte de um total estimado de 600 moradias necessárias. Caso aprovada, a parte residencial ficaria sujeita a regras de uso e compartilhamento de espaço.
Apartamentos também nos Correios
Outra opção envolve um edifício de até dez andares para abrigar atividades dos Correios, em terreno na rua Albuquerque Lins, ao lado da estação Marechal Deodoro. Diferentemente do terminal, a construção de apartamentos já é prevista no edital da PPP, como facultativa.
O prédio dos Correios deverá ter área construída estimada em 3.800 m² e manterá funções administrativas e operacionais. Cerca de 50% a 70% das moradias seriam destinadas aos reassentados, com o restante comercializado pelo consórcio.
Desapropriações e reassentamento
As desapropriações envolvem custo estimado em quase R$ 690 milhões. A entrega das novas moradias ocorrerá de forma gradual durante o contrato, com conclusão prevista em até três anos após o início das obras. Moradores receberão auxílio-aluguel de cerca de R$ 1.000 temporariamente.
A distribuição dos reassentados levará moradores do entorno para bairros próximos, como Sé, República, Bom Retiro e Brás, mantendo-se, sempre que possível, a proximidade com o centro. A decisão final sobre mudanças adicionais depende de concordância das famílias.
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