- Paranaguá tem taxa de 50,7 homicídios por 100 mil habitantes, segundo Atlas da Violência de 2026, ocupando a 26ª posição no país.
- A violência na cidade é superior à média do Paraná, que apresenta queda nos crimes fatais nos últimos anos.
- O porto de Paranaguá funciona como rota de narcotráfico internacional, com facções criminosas usando a infraestrutura para o escoamento de drogas.
- A principal explicação para o aumento de homicídios é a guerra entre facções pelo controle de territórios e das rotas de tráfico.
- O Paraná está entre os maiores produtores de cocaína apreendida pela Polícia Federal; Paranaguá está entre os três complexos portuários com mais apreensões, com mais de 550 toneladas no estado em 2025, aliado a investimentos como muralha digital para monitoramento (câmeras, scanners e cruzamento de dados).
Paranaguá, cidade litorânea do Paraná, aparece com alta violência no Atlas da Violência 2026, registrando 50,7 homicídios por 100 mil habitantes. O município ocupa a 26ª posição entre os mais violentos do Brasil, efeito da disputa ligada ao narcotráfico que ronda o porto.
A taxa de homicídios de Paranaguá é mais que o dobro da média estadual. Enquanto o Paraná mostra queda nos crimes fatais, a cidade portuária enfrenta dificuldades para reduzir os índices de forma consistente.
Influência do porto
A condição de Paranaguá como rota estratégica para o comércio internacional facilita o escoamento de drogas, especialmente cocaína, por meio do porto. A infraestrutura atrai facções que disputam o controle da exportação, elevando a tensão na região.
Conflito entre facções e violência
A escalada nos assassinatos está relacionada à guerra entre grupos criminosos pela hegemonia territorial e pelas rotas de tráfico. A disputa constante gera episódios de violência que afetam diretamente a segurança da população local.
Relevância do Paraná na apreensão de drogas
O estado figura entre os três maiores players na apreensão de cocaína pela Polícia Federal nos últimos anos. O porto de Paranaguá está entre os três complexos portuários com maior volume de drogas apreendidas, ao lado de Santos e Recife. Em 2025, o estado liderou o recolhimento de drogas no Brasil, com mais de 550 toneladas.
Medidas de segurança na prática
O governo estadual e a prefeitura têm ampliado investimentos em patrulhamento, com novas viaturas, motocicletas e embarcações para atuar no litoral. A chamada muralha digital, com aproximadamente 500 câmeras, scanners e cruzamento de dados, monitora a região. Dados preliminares apontam redução gradual de homicídios entre 2023 e 2025.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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