- Painel no XIV Fórum de Lisboa discutiu a credibilidade do jornalismo na era digital, com IA e excesso de informação presentes no debate.
- Flávio Lara Resende destacou que a informação circula em tempo real em várias plataformas, o que aumenta a velocidade e a competição pela atenção, mas desafia a verificação; rádio e televisão ainda são referências de credibilidade.
- Miguel Matos ressaltou a importância da curadoria jornalística diante de um público que migra entre formatos; no meio jurídico, a audiência mudou e há preocupação com IA gerando mais ações e com ordens de remoção de conteúdos.
- Marcelo Lacerda, do Google Brasil, afirmou que buscas tornaram-se mais intuitivas e multimodais, impulsionadas pela IA; o buscador vê o jornalismo confiável como benefício à sociedade e mantém parcerias com milhares de organizações jornalísticas.
- Felipe Seligmann, do JOTA, reforçou que o modelo de negócio influencia o que é produzido; defendeu canais diretos com o público, como newsletters, para reduzir dependência de plataformas e de algoritmos, especialmente com IA generativa.
A transformação digital mudou a forma de informar, comunicar e formar opinião. Em meio a excesso de conteúdo, disputas por atenção, IA e desinformação, o jornalismo profissional permanece essencial para quality e responsabilidade editorial. O tema apareceu no painel do XIV Fórum de Lisboa.
A discussão reforçou que a credibilidade precisa ser preservada diante da velocidade com que as notícias circulam em várias plataformas. Radiofones, TV e imprensa mantêm relevância como referências de confiabilidade para diferentes perfis de público.
Credibilidade em meio à velocidade
Flávio Lara Resende destacou que o fluxo de informações ocorre em tempo real e de forma multiplataforma. O desafio é manter verificação e responsabilidade editorial, mesmo com o engajamento impulsionado pela velocidade.
Miguel Matos lembrou que o público jurídico evoluiu com mais faculdades e profissionais. A curadoria jornalística é essencial para distinguir conteúdo relevante em um panorama onde qualquer pessoa pode produzir informação.
IA, busca e remuneração de conteúdo
Marcelo Lacerda, do Google Brasil, disse que buscas evoluíram para formatos multimodais e perguntas longas. As plataformas veem valor na imprensa credível como base para democracia e negócios, e buscam remunerar conteúdos jornalísticos.
Felipe Seligmann, do JOTA, ressaltou que o modelo de negócio influencia o que é produzido. Redações dependentes de alcance podem buscar o maior público, enquanto veículos especializados devem buscar estratégias diretas, como newsletters.
Comunicação responsável e público
Lara Monteiro, da Redevida, enfatizou que comunicar é cuidar do público, com a TV mantendo credibilidade, especialmente entre idosos. A curadoria humana continua essencial, com apresentadores reconhecíveis e direção editorial clara.
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