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Operação investiga esquema de lavagem do CV que movimentou mais de R$116 milhões

Operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho movimentou R$116 milhões; dois suspeitos presos e apreensões realizadas em quatro estados

Operação Riqueza Sombria realizada no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais (Foto/Divulgação)
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  • A Polícia Civil deflagrou a operação contra esquema de lavagem ligado ao Comando Vermelho, com 18 mandados de busca e apreensão em Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais; dois suspeitos foram presos e foram apreendidas armas, celulares e equipamentos eletrônicos.
  • As investigações indicam movimentações superiores a R$ 116 milhões entre 2020 e 2025, com ramificações do grupo nesses quatro estados.
  • O dinheiro era fracionado em dezenas de depósitos em espécie e direcionado a contas de pessoas físicas e empresas de fachada usadas como “laranjas” por meio da prática conhecida como smurfing.
  • Grande parte dos recursos seguia para Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, cidade estratégica nas rotas do tráfico internacional; um investigado chegou a receber 54 depósitos, totalizando quase R$ 68 mil em quatro anos.
  • A operação, denominada “Operação Riqueza Sombria”, ocorreu em Cabo Frio e Jacaré (Rio de Janeiro), Campo Grande e Dourados (MS), Ribeirão Preto e Orlândia (SP), e Formiga (MG), com apoio de Core, Gaeco e demais polícias civis.

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira, 02, uma operação contra um esquema interestadual de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A ação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Dois suspeitos foram presos e armas, celulares e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.

Segundo as autoridades, as investigações identificaram movimentações superiores a R$ 116 milhões entre 2020 e 2025, associadas a ramificações do grupo criminoso nos estados mencionados. Recursos obtidos com o tráfico de drogas eram fracionados em depósitos em espécie e direcionados a contas de pessoas físicas e empresas de fachada utilizadas como laranjas.

O esquema, conhecido como smurfing, visava dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos. A apuração teve início em 2020, após operação na Comunidade do Tatão, em Anchieta, no Rio, quando foram apreendidos bens ligados ao esquema. Parte do dinheiro movimentava-se para Sete Quedas, MS, região estratégica para rotas de tráfico internacional.

A operação no Rio recebeu o codinome Operação Riqueza Sombria, com ações em Cabo Frio e Jacaré (Rio de Janeiro), além de Campo Grande, Dourados e Sete Quedas (MS), Ribeirão Preto e Orlândia (SP) e Formiga (MG). A ação contou com o suporte da Core, das polícias civis dos quatro estados e dos Gaecos do Rio e de MS.

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