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Polícia prende três do CV por tortura de mulheres a mando do tráfico

Três integrantes do Comando Vermelho são presos por tortura de mulheres em São Gonçalo; vídeos exibem o poder e o controle da facção sobre o território

Viaturas da Polícia Civil do Rio de Janeiro
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  • Polícia Civil do Rio prendeu três integrantes do Comando Vermelho sob suspeita de tortura a duas mulheres na comunidade Risca-Faca, em Maria Paula, São Gonçalo.
  • A ação ocorreu nesta terça-feira e envolveu 28 mandados de busca e apreensão; os investigados também respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma e domínio territorial armado.
  • As vítimas foram espancadas, tiveram os cabelos raspados e obrigadas a circular pela comunidade pedindo desculpas aos criminosos; vídeos divulgados teriam sido gravados pelos próprios suspeitos.
  • A polícia afirma que as agressões foram determinadas pelo “tribunal do tráfico”, prática para punir moradores e impor regras nas favelas dominadas pelo crime.
  • Segundo as investigações, a ordem partiu do Complexo de Gericinó; há suspeito escondido no Complexo do Alemão; imagens mostram poder da facção para controlar o território; uma máquina usada para raspar o cabelo foi apreendida.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta terça-feira (2), três integrantes do Comando Vermelho suspeitos de participação na tortura de duas mulheres na comunidade Risca-Faca, em Maria Paula, São Gonçalo. Além da tortura, os criminosos são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e domínio territorial armado.

A operação, realizada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital, cumpriu 28 mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, as vítimas foram espancadas, tiveram os cabelos raspados e obrigadas a circular pela comunidade pedindo desculpas aos criminosos.

Vídeos divulgados nas redes sociais, supostamente publicados pelos suspeitos, mostram as vítimas repetindo frases como Nunca mais vou dar golpe na favela. A polícia afirma que as agressões foram ordenadas pelo chamado tribunal do tráfico, prática de punição usada por facções para impor regras no território dominado.

As investigações apontam que a ordem partiu do Complexo de Gericinó. Além disso, um suspeito está considerado foragido e pode estar escondido no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Durante a operação, houve apreensão da máquina usada para raspar o cabelo das vítimas.

O crime ocorreu no dia 18 de maio. Após as agressões, as mulheres foram expulsas da comunidade. As apurações seguem para identificar e responsabilizar todos os envolvidos, segundo a Polícia Civil.

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