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Hospital cria ala exclusiva para pacientes vinculados ao tráfico de drogas

Hospital Geral de Guarulhos mantém ala exclusiva para mulas do tráfico, com escolta e protocolos de imagem, diante de riscos de complicações graves

Corredor do HGG
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  • O Hospital Geral de Guarulhos, próximo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, tem uma ala exclusiva para mulas do tráfico, com escolta da Polícia Federal durante todo o atendimento.
  • Pacientes chegam escoltados, passam pela triagem no pronto-socorro e ficam na ala com a presença de escolta armada até receber alta.
  • Em exames de imagem, como tomografia computadorizada, é confirmado o número e o tamanho das cápsulas ingeridas; caso haja risco de ruptura, pode haver intervenção cirúrgica.
  • O tempo de permanência varia: geralmente com laxantes, mas pode durar até dois dias; há casos em que dezenas de cápsulas são eliminadas sob supervisão e depois contabilizadas pela PF.
  • Em 2025, o hospital registrou 212 atendimentos de ingestão de corpo estranho; embora a incidência de mulas seja relativamente pequena, a unidade destaca a magnitude do tema frente ao volume total de serviços.

O Hospital Geral de Guarulhos (HGG), na região metropolitana de São Paulo, recebe pacientes com cápsulas de drogas no corpo, apelidadas de mulas do tráfico. O fluxo envolve atendimento de rotina e situações graves, com encaminhamentos pela Polícia Federal (PF).

Localizado a poucos quilômetros do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), o HGG ganhou uma ala exclusiva para mulas, com escolta e estrutura adequada. O espaço é muito comentado pela proximidade com o terminal e pela presença de grades.

A alcunha de Hospital das Mulas desce sobre o centro médico, que atende majoritariamente a população local. Mesmo assim, a ala especial soma casos raros representando menos de 1% do total de atendimentos do hospital. Fonte: reportagem do Terra.

Contexto e ala exclusiva

No protocolo, as mulas chegam escoltadas pela PF ao pronto-socorro, para triagem clínica rápida. A ala foi criada para manter a presença de escolta armada durante todo o processo, até a alta, segundo o diretor Afonso César Machado.

O estado clínico ao chegar costuma ser estável. Afonso explica que a maioria é jovem e, em geral, saudável, o que facilita a avaliação inicial e a classificação dos casos como ingestão de corpo estranho.

A confirmação da presença das cápsulas ocorre por tomografia, que permite contar o número de cápsulas e estimar seu tamanho. A partir daí, a equipe planeja o manejo adequado.

Protocolo de tratamento e segurança

Após confirmação, as mulas vão para a cela com poltrona de enfermaria, sob monitoramento. Se necessário, há mecanismos para evacuação controlada das cápsulas, com uso de laxantes e monitoramento contínuo.

A equipe de enfermagem descreve exames de imagem a cada duas horas para acompanhar a evolução. Em casos de falha na evacuação, pode haver intervenção cirúrgica para retirada das cápsulas.

A contagem final das cápsulas é conferida pela PF, que realiza teste toxicológico. Em seguida, uma nova tomografia comprova a ausência de cápsulas, e o paciente recebe alta sob responsabilidade da PF.

Dados e contexto regional

O HGG não divulga números exatos de mulas, por classificação que agrupa casos como ingestão de corpo estranho. Em 2025, o hospital contabilizou 212 atendimentos nesse conjunto, que também inclui idosos e crianças.

O volume de atendimentos gerais de urgência no estado de SP é muito maior, com milhares de casos anuais. A comparação ajuda a entender a proporção real das mulas dentro da demanda total do hospital.

A avaliação do diretor aponta que a maior parte do trabalho é de baixa complexidade, mas ressalta o impacto social ao ver jovens nessas situações. Ele afirma que não cabe julgar, apenas entender o fenômeno.

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