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Privação e resiliência de jovens na costa capturadas por Polly Braden

Exposição acompanha jovens de dezesseis a vinte e cinco anos em comunidades costeiras da Inglaterra e do País de Gales, revelando resiliência frente à austeridade

Orson, a dancer, on Blackpool beach. Photographer Polly Braden says: ‘I want people to look at these pictures and go: oh wow, young people on the coast do so many different things … they’re amazing, they’re really fun.’
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  • Polly Braden lança a exposição itinerante “Polly Braden: Against the Tide”, com fotos de jovens de 16 a 25 anos que vivem em cidades costeiras de Inglaterra e País de Gales, tema da série Against the Tide do Guardian Seascape.
  • A mostra abre no Arnolfini, em Bristol, de 27 de junho a 27 de setembro, e segue para o Firstsite, em Colchester, de 1º de outubro a 1º de março de 2027.
  • As imagens destacam jovens como Libby, de Whitehaven, com uma sacola de laranjas na praia; Cohen, de Grimsby, vestido de coelhinho da Páscoa; e Jake, Keane e Charlie em Scarborough, em um mural com sensação de movimento.
  • Braden trabalha o tema da beleza e da melancolia, mostrando que, com recursos adequados, jovens das zonas periféricas podem prosperar tanto quanto os de áreas mais favorecidas.
  • O projeto, financiado pelo Arts Council, também envolve participação do público, com cartas postais e exibição de um filme sobre um ano na vida de quatro jovens de um espaço de dança em Blackpool, House of Wingz.

Polly Braden transforma o registro de jovens que vivem nas regiões costeiras de Inglaterra e País de Gales em uma exposição itinerante. A fotógrafa documental captou relatos de 16 a 25 anos para a série Against the Tide, produzida em parceria com a seção Seascape do Guardian. A mostra reúne imagens que revelam a beleza e a dureza da vida à beira-mar.

A ideia nasceu após Braden ler um relatório governamental sobre a saúde precária de quem mora na costa britânica. Ela, mãe solo de adolescentes, viu nesses jovens uma representação da Inglaterra marginalizada pela austeridade, pela pandemia e pela crise do custo de vida. O objetivo é mostrar talentos e aspirações que costumam passar despercebidos.

A exposição marca o fim de mais de um ano de trabalho, financiado pelo Arts Council, e será inaugurada no Arnolfini, em Bristol, em junho. Em outubro, a mostra segue para o Firstsite, em Colchester, ampliando o alcance regional. Além das fotografias, o público poderá participar de atividades e assinar postais com depoimentos sobre a costa.

Sobre a exposição

Entre as imagens destacadas está Libby, de Whitehaven, retratada na praia sob céu cinzento, segurando uma sacola de laranjas, com um leve halo ganhando a cena. Cohen, de Grimsby, aparece vestindo fantasia de coelhinho da Páscoa, símbolo de empreendedorismo diante das dificuldades de conseguir trabalho. Em Scarborough, Jake, Keane e Charlie aparecem voltados para longe da costa, em uma parede de Oliver’s Mount, sugerindo convicções e inquietudes.

O projeto também envolve um filme sobre a vida de quatro jovens que frequentam o House of Wingz, em Blackpool, destacando dilemas ao deixarem as cidades costeiras para seguir carreiras criativas. Relatos de apoio a clubes, voluntariado e educação seguem como parte da narrativa de resiliência.

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