- No décimo dia do julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, acusação e defesa apresentam sustentações antes da votação dos jurados.
- O promotor Fábio Vieira afirmou que Jairinho usava a influência política e econômica do cargo para intimidar pessoas.
- Vieira indicou que Jairinho tem traços de “psicopatia severa” e era influente politicamente e economicamente no cenário carioca.
- O promotor disse ainda que Jairinho é agressor contumaz, que agride mulheres e crianças e que maltrata vulneráveis.
- A acusação afirmou que Monique Medeiros é “narcisista, com traços de megalomania”, afirmando que Henry não poderia ter uma mãe melhor que ela.
No décimo dia do julgamento do caso Henry Borel, o 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro aguarda a votação dos jurados após as sustentações de acusação e defesa nesta quarta-feira (3/6). Jairinho é acusado de homicídio qualificado e Monique Medeiros responde pelos mesmos crimes, além de outros delitos. O andamento ocorreu no palco do tribunal.
A acusação, liderada pelo promotor Fábio Vieira, afirmou que Jairinho usava influência política e econômica para intimidar pessoas. O promotor também descreveu o padrasto da criança como tendo traços de psicopatia severa e ressaltou a atuação dele com base no contexto de poder na cidade.
Vieira ainda classificou Monique Medeiros como narcisista com traços de megalomania, afirmando que ela acredita ser a melhor mãe para Henry. As declarações ocorreram durante as sustentações antes da conclusão do julgamento, que pode levar a uma decisão dos jurados.
Entenda os termos
O termo psicopatia, conforme o Ministério da Saúde e a OMS, é visto clinicamente como Transtorno de Personalidade Antissocial, sem cura, e não uma doença mental. Caracteriza engano, manipulação, ausência de empatia e impulsividade.
O termo narcisismo descreve grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, com exploração de outros para benefício próprio. A megalomania envolve delírios de grandeza, poder e autoestima desproporcional.
Relembre
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na residência da família, no Rio. Jairinho e Monique levaram a criança ao hospital após alegação de acidente doméstico. O laudo do IML descartou a hipótese de acidente, apontando mais de 20 lesões violentes.
O laudo indicou lacerações no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, sugerindo espancamento e morte lenta. O casal hoje responde por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
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