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Rodovias não reduzem significativamente acidentes graves, aponta CNT

Estudo CNT aponta baixa capacidade das rodovias de reduzir a gravidade de acidentes; Norte e Nordeste concentram piores índices, com disparidade entre vias públicas e concessões

Ônibus trafegava na rodovia MG-413 antes de chegar ao entroncamento com a MG-223
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  • O Painel CNT de Rodovias que Perdoam aponta baixa capacidade das rodovias brasileiras de reduzir a gravidade de acidentes.
  • O Índice de Perdão avalia a proteção oferecida pela infraestrutura, como acostamentos e barreiras; não mede a quantidade de acidentes, mas a chance de mortes ou feridos graves.
  • Na amostra, 37,5% tiveram Baixo Índice de Perdão, 42,7% intermediário e 19,9% Alto, indicando que mais de 80% podem ter danos graves por falhas de infraestrutura.
  • Em rodovias públicas, 50% ficam com Baixo Índice de Perdão e 4,8% com Alto; em rodovias concedidas, 62% são Alto e 2,4% Baixo.
  • Regionalmente, Sul e Sudeste apresentam melhor desempenho, enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste mostram índices médios a baixos; São Paulo tem mais trechos com Alto Índice de Perdão, e Amapá e Roraima não possuem trechos nessa classificação.

As rodovias brasileiras apresentam baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes, aponta o Painel CNT de Rodovias que Perdoam, da CNT. O estudo utiliza o Índice de Perdão para medir a eficácia de infraestrutura na contenção de danos em incidentes de trânsito.

O índice avalia elementos como acostamentos, barreiras, defensas, áreas livres e outros dispositivos de segurança passiva. Não mede a frequência de acidentes, mas a probabilidade de mortes ou ferimentos graves.

Mais de 80% das vias analisadas têm condições que elevam o risco de consequências graves quando há falhas estruturais, erro humano ou falhas mecânicas. Em 37,5% o Índice é Baixo; 42,7% ficam na faixa intermediária; 19,9% alcançam Alto Índice de Perdão.

Os resultados indicam diferenças entre rodovias públicas e concedidas. Em vias públicas, 50% têm Baixo Índice de Perdão; apenas 4,8% chegam ao Alto. Nas rodovias concedidas, 62% apresentam Alto Índice e 2,4% ficam na pior classificação.

Segundo a CNT, a situação das rodovias públicas piorou em relação ao ano anterior, com queda de 6,2% para 4,8% de trechos no Alto Índice de Perdão.

Contexto do estudo

Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT, afirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta a gravidade de acidentes. O levantamento aponta avanços desiguais e reforça a necessidade de ampliar investimentos em segurança viária, especialmente nas estradas sob gestão pública.

Desigualdades regionais

A análise revela maior desempenho nas regiões Sul e Sudeste, associadas a mais concessões. Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram corredores com índices médios e baixos de perdão, inclusive em rotas estratégicas para carga e passageiros.

Dados por estado

São Paulo tem o maior número de rodovias com Alto Índice de Perdão, seguido por Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Amapá e Roraima não possuem trechos nessa classificação.

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