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Cadeira de rodas quebrada causando 12 horas de espera e erro evitável

Passageiro com paralisia denuncia que cadeira de rodas foi danificada pela equipe da companhia, gerando atraso de doze horas, mesmo com solução viável disponível

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  • O viajante Jon Krieger, que tem paralisia cerebral, teve a cadeira de rodas motorizada danificada em voo da American Airlines de Detroit para Phoenix.
  • No voo de retorno, o mesmo problema poderia ter sido evitado com solução adequada, mas não houve: a cadeira foi danificada ao tentar passar pela porta de carga.
  • Krieger e a parceira Amie Frei passaram quase 12 horas no aeroporto de Phoenix esperando reparo temporário; quatro de seis funções da cadeira ficaram operacionais.
  • Em 14 de março, durante o embarque de volta, a cadeira não coube pela porta de carga, levando a um retrabalho e reroteamento por Charlotte com aeronaves diferentes.
  • A American Airlines pediu desculpas, ofereceu um vale de 400 dólares e informou ter entrado em contato com Krieger para reparar a cadeira; Frei enfatiza a necessidade de tratar equipamentos de mobilidade com mais dignidade.

Jon Krieger, cadeirante com paralisia cerebral, teve a cadeira de rodas danificada durante um voo da American Airlines de Detroit para Phoenix em 5 de março. O dano ocorreu mesmo diante de alternativas mais seguras disponíveis, segundo Krieger, que estava em viagem de lazer com a parceira Amie Frei.

Ao desembarcar em Phoenix, Krieger soube da avaria. Segundo ele, a equipe de solo informou que a cadeira foi “puxada para trás” e não pôde ser movida, com a cadeira ficando inclinada e sem funcionamento. A situação obrigou Krieger e Frei a permanecerem por quase 12 horas no aeroporto, buscando uma solução temporária.

Reparo e reacomodação

Um técnico indicado pela oficina habitual de Krieger em Michigan conseguiu deixar a cadeira utilizável, mas não plenamente funcional, o suficiente para o retorno. O casal seguiu viagem, mas constatou problemas semelhantes ao tentar embarcar novamente.

Ao retornar em 14 de março, a dupla percebeu que a cadeira não cabia na porta de carga do mesmo tipo de avião, o que levou a nova intervenção. A gerente responsável explicou que, apesar de parecer caber pelas especificações, o conjunto da esteira de embarque ocupava espaço adicional, inviabilizando a passagem.

Krieger e Frei precisaram ser rerotulados por rotas diferentes, incluindo o trecho a partir de Charlotte, com aeronaves distintas, para que a cadeira pudesse ser manuseada com segurança. Frei ressaltou a necessidade de tratar equipamentos médicos com maior diligência.

Análise e resposta das companhias

A American Airlines comunicou que reconhece a experiência de Krieger, pediu desculpas diretamente e providenciou a reparação da cadeira o quanto antes. A empresa confirmou ainda a oferta de um gesto de boa-fé frente ao transtorno. O montante divulgado pelo casal foi de 400 dólares em vouchers.

Kreiger destacou a importância de orientações proativas sobre dimensões e reencaminhamentos quando surgirem incompatibilidades. Frei reforçou a necessidade de respeito e dignidade no atendimento a passageiros com deficiência, lembrando que o equipamento médico é parte essencial da mobilidade do viajante.

Situação geral de danos a cadeiras de rodas

Dados do Departamento de Transporte dos EUA apontam melhoria entre 2024 e 2025 na taxa de danos de cadeiras de rodas em grandes companhias aéreas. Em 2025, 9.910 relatos de manuseio inadequado foram registrados entre as dez maiores operadoras, com uma taxa de 1,09%, contra 1,26% em 2024, para o conjunto de dispositivos de mobilidade transportados.

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