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Menina que ficou internada 7 anos recebe alta e vê casa pela primeira vez

Alta de Maria Clara encerra sete anos de internação e inaugura vida em casa, com rotina familiar, alimentação gradual e reintegração escolar

Após 7 anos internada, Maria Clara recebeu alta do Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto (SP)
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  • Após sete anos internada, Maria Clara recebeu alta do Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto (SP) e voltou para casa pela primeira vez.
  • A menina nasceu com atresia intestinal, teve várias cirurgias e precisou de nutrição parenteral durante muito tempo.
  • A alta ocorreu na terça-feira, 2 de junho, encerrando um período de tratamento intenso e internações frequentes.
  • A mãe, Angélica Priscila de Oliveira, divide o cuidado entre as irmãs e as visitas ao hospital desde o nascimento da filha.
  • Em casa, Maria Clara começará a reconstruir hábitos alimentares, com a família ajudando na adaptação a refeições comuns e atividades ao ar livre.

Maria Clara, mãe Angélica e a equipe do Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto vivem um marco: após sete anos internada, a menina recebeu alta e teve pela primeira vez a experiência de dormir em casa. A alta ocorreu na terça-feira, 2 de junho de 2026, encerrando um período de cirurgias e tratamentos intensos no interior de São Paulo.

Maria Clara nasceu prematura com uma grave malformação intestinal, conhecida como atresia intestinal. Por anos, a criança precisou de nutrição parenteral e de várias cirurgias logo após o nascimento, mantendo-se longe de casa. A família enfrentou longas viagens para acompanhar o tratamento.

A rotina da mãe, Angélica, envolvia dividir o tempo entre as filhas e as visitas ao hospital, usando o transporte público de saúde para ir até a unidade. Foram sete anos de expectativa, sustento e cuidado, com apoio constante da equipe médica.

A nova vida em casa

A casa, pela primeira vez, tornou-se o cenário principal da vida de Maria Clara. Ela ainda realiza adaptações alimentares, sem sonda ou bolsa de colostomia, e passa a ingeri nuts de forma gradual. A família espera que a convivência com as irmãs facilite a adoção de hábitos alimentares comuns.

A equipe médica enfatiza que a convivência familiar deve favorecer a alimentação e o desenvolvimento da menina, que está recebendo leite especial para suprir suas necessidades até que se adapte a texturas e alimentos convencionais. A ligação com os profissionais permanece, com visitas remanescentes por telemedicina.

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