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Campanha reúne setor funerário para combater feminicídio

Mais de 1.400 velas em cemitérios transformam luto em mobilização contra o feminicídio e ampliam a conscientização no Brasil

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  • Campanha “Luzes que não se apagam” foi lançada em março de 2026 pelo Alphacampus Cemitério e Crematório de Jandira (SP), Grupo Bosque da Paz (Salvador) e Grupo Memorial (SP) para sensibilizar sobre feminicídio e violência contra a mulher.
  • A ação combinou ações presenciais, testemunhos e conteúdo digital, com instalação de mais de 1.400 velas em cemitérios para homenagear vítimas e uma motociata com 100 motociclistas.
  • Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam 1.568 feminicídios em 2025 (alta de 4,7% frente a 2024); ao somar consumados e tentativas, foram 6.904 casos em 2025, 34% acima de 2024, com 62,6% das vítimas sendo mulheres negras.
  • A programação incluiu palestras para estudantes e colaboradores, depoimentos de sobreviventes e divulgação de dados no Dia Internacional da Mulher, ampliando o alcance digital com mais de 174 mil visualizações, 57 mil pessoas atingidas e 11 mil interações.
  • Lideranças femininas das organizações destacam o papel social do setor funerário na preservação da memória e na mobilização por mudanças, com divulgação contínua da campanha e canais de denúncia 180 (violência contra a mulher) e 190 (emergência — PM).

A campanha intitulada “Luzes que não se apagam” foi lançada em março de 2026 pelos grupos Alphacampus, Bosque da Paz e Grupo Memorial. A iniciativa busca conscientizar sobre feminicídio e violência contra a mulher, unindo ações presenciais e conteúdo digital para ampliar a memória pública sobre o tema.

Com foco na transformação do luto em mobilização social, a campanha reuniu uma instalação simbólica com mais de 1.400 velas em cemitérios participantes e uma motociata com 100 motociclistas. Além disso, houve palestras educativas para estudantes e colaboradores, com relatos de sobreviventes.

Dados oficiais apontam que, em 2025, o Brasil registrou 1.568 mulheres vítimas de feminicídio, aumento de 4,7% em relação a 2024. Ao considerar casos consumados e tentativas, a cifra subiu para 6.904 vítimas no mesmo ano, avanço de 34%. Cerca de 62,6% das vítimas são negras.

A programação incluiu ainda divulgação de dados estatísticos no Dia Internacional da Mulher, reforçando a necessidade de continuidade das ações. O alcance digital registrou mais de 174 mil visualizações, 57 mil pessoas alcançadas e 11 mil interações, com significativa circulação de conteúdos.

Sob a coordenação das lideranças femininas de Carmen Martins, Carla Holbig e Luciane França, o projeto se apresenta como exemplo de atuação social do setor funerário. A meta é demonstrar que a memória pode se tornar ponte para ações de acolhimento, denúncia e transformação social.

Desdobramentos e continuidade

O projeto ganhou espaço em eventos do setor funerário e passou a ser apresentado como case de responsabilidade social. A campanha também incentiva o debate sobre manter o formato de atuação permanente, preservando memórias e ampliando a participação institucional.

Sobre as organizações

O Alphacampus Cemitério e Crematório (Jandira, SP), o Bosque da Paz (Salvador, BA) e o Grupo Memorial (São Paulo, SP) atuam na dignificação da memória e no acolhimento de famílias, com atuação em diversos estados.

Serviços e canais

Período: iniciado em março de 2026, com continuidade prevista. Canais de denúncia: 180 (violência contra a mulher) e 190 (emergência — PM). Redes: @cemiterioalphacampus, @grupo_memorial, @grupobosquedapaz. Hashtag associada: #Luzesquenaoseapagam.

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