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Fotografias danificadas pela enchente de 2024 são restauradas e digitalizadas

Cerca de 1,4 mil fotografias da mineração gaúcha são restauradas e digitalizadas após a enchente de 2024, com restauro no Rio de Janeiro e disponibilidade no Acervos da Cultura

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  • Após a enchente de maio de 2024, o Museu Estadual do Carvão, de Arroio dos Ratos, concluiu a recuperação de cerca de 1,4 mil fotografias, com restauração, conservação e digitalização pela empresa Âmbar Cultural, financiado pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) em R$ 273 mil.
  • O acervo foi resgatado por uma força-tarefa da Secretaria da Cultura e voluntários; as imagens chegaram com lama e contaminação e foram para desinfecção por radiação ionizante no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo.
  • Em seguida, as fotografias foram para um ateliê no Rio de Janeiro, onde passaram por limpeza, reparos de rasgos e recuperação de danos causados pela umidade; imagens do século XIX e XX receberam cuidados especiais devido a materiais sensíveis como albumina e prata.
  • Em alguns casos, portions de fotos foram submersas novamente em água para remover embalagens de papel aderidas, sem comprometer o conteúdo; o conjunto também foi digitalizado em alta resolução para preservação futura.
  • O material restaurado ficará em suportes de conservação de longo prazo e deverá ficar disponível na plataforma Acervos da Cultura; a ação é vista como exemplo de resiliência frente aos impactos climáticos sobre o patrimônio, ressaltando a necessidade de preparação para proteger acervos históricos.

O Museu Estadual do Carvão, em Arroio dos Ratos, concluiu a restauração de cerca de 1,4 mil fotografias do seu acervo, atingido pela enchente de maio de 2024. O material foi recuperado, conservado e digitalizado para preservação histórica.

A recuperação ocorreu após o evento que afetou milhares de documentos da região carbonífera. Servidores da Secretaria da Cultura e voluntários encabeçaram a força-tarefa para resgatar as imagens submersas e contaminadas.

As obras, realizadas pela empresa Âmbar Cultural, tiveram investimento de R$ 273 mil via Funrigs. O acervo registra o cotidiano de trabalhadores, famílias e comunidades da Região Carbonífera.

Processo de restauração

As fotografias foram encaminhadas ao IPEN, em São Paulo, para desinfecção com radiação ionizante. Em seguida, passaram por um ateliê no Rio de Janeiro, com limpeza, remoção de sujeira e reparos de rasgos.

Algumas imagens, de séculos XIX e XX, exigiram cuidados especiais devido a materiais sensíveis como albumina e prata. Em certos casos houve submersão para remoção de embalagens adesivas sem danificar o conteúdo.

Além da restauração física, o lote foi digitalizado em alta resolução. Técnicos chegaram a escanear imagens ainda molhadas para recuperar detalhes. O material restaurado será disponibilizado na plataforma Acervos da Cultura.

Conservação e acesso

Os trabalhos incluíram acondicionamento em suportes apropriados para conservação de longo prazo. A expectativa é disponibilizar o acervo digitalmente para pesquisadores e público, preservando a memória da mineração gaúcha.

Para a Secretaria da Cultura, o projeto ilustra a resiliência frente a impactos climáticos no patrimônio. Especialistas destacam o desafio de preservar acervos diante de eventos extremos.

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