- 9º Encontro Nacional do Movimento Baque Mulher chega a Brasília pela primeira vez, com foco no combate à violência de gênero, no Centro Comunitário Athos Bulcão, na UnB, até amanhã.
- O coletivo atua há quase 20 anos, nasceu em Recife com o maracatu de baque virado e já tem 38 filiais pelo país, incluindo duas na Europa (Portugal).
- A idealizadora Joana Cavalcante destaca que, até então, não havia mestra feminina no movimento; em 2018 nasce o Baque Mulher para ações exclusivamente femininas.
- A programação envolve rodas de conversa, palestras, oficinas, ensaios e momentos de confraternização, com participação de filiadas de diversos estados.
- Experiências de integrantes mostram o impacto: Ludmilla Morel, em Portugal, encontrou pertencimento; Rachel Lima, de Aracaju, afirma ter entendido que não precisa se masculinizar para ser respeitada.
O Movimento Baque Mulher realiza o 9º Encontro Nacional pela primeira vez em Brasília, reunindo mulheres de várias filiações para debater combate à violência de gênero. O evento ocorre neste fim de semana no Centro Comunitário Athos Bulcão, ligado à UnB.
A programação inclui rodas de conversa, palestras, oficinas, ensaios e momentos de convivência. O encontro mobiliza filiadas de diferentes estados e duas filiais na Europa, ampliando o alcance da iniciativa.
A origem do movimento está ligada ao maracatu de baque virado, expressão afro-brasileira que mistura música, dança e ritos. A idealizadora, Joana Cavalcante, relata que houve avanço na protagonização feminina no grupo após assumir a liderança do maracatu.
Dessa mudança surgiu o Baque Mulher, criado em 2018 para unir ensaios exclusivamente femininos e atuar no enfrentamento à violência, ao racismo e no empoderamento das mulheres. Atualmente, o coletivo soma 38 filiais em todo o país.
Um exemplo de participação internacional ocorreu com Ludmilla Morel, moradora de Portugal, que encontrou acolhimento no movimento após sentir isolamento e xenofobia em território estrangeiro. Ela passou a frequentar encontros e a tocar o maracá nas manifestações.
Outra história destacada é a de Rachel Lima, que saiu de Aracaju com o filho para acompanhar o Encontro em Brasília. Ela relata que o coletivo a ajudou a retomar a identidade feminina, mudando padrões de comportamento diante de situações machistas.
O evento acontece no campus da UnB, que integra a programação às atividades de extensão da universidade. A coordenação da filial de Brasília ressalta que o espaço físico dedicado aos ensaios fortalece o diálogo entre universidade e comunidade.
A representante local enfatiza que o movimento atua como espaço de ação social, buscando fortalecer políticas para mulheres e enfrentar o crescente número de casos de violência. O Baque Mulher mantém atuação em secretarias e iniciativas públicas voltadas ao tema.
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