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Ford Del Rey: sedã de luxo que marcou época no Brasil

Del Rey, lançado em 1981 para substituir o Galaxie Landau, uniu luxo acessível à classe média com itens como vidros elétricos e câmbio opcional

Ford Del Rey 1981
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  • O Ford Del Rey foi lançado em 1981, na fábrica de Taboão, para substituir o Galaxie Landau, sendo baseado no Corcel II com motor Renault 1,6.
  • Surgiu em duas versões: Prata (básica) e Ouro (luxo), este último com itens como vidros elétricos dianteiros e travas elétricas.
  • Em 1983 ganhou câmbio automático opcional; itens de luxo, ainda que raros em carros nacionais, passaram a constar entre as opções.
  • Em 1985 houve reestilização, o Ouro saiu do portfólio e passaram a existir as versões GL, GLX e Ghia; posteriormente o motor passou a ser AP-1800 na linha seguinte.
  • O Del Rey entregava desempenho próximo de 0 a 100 km/h em menos de 14 segundos, alcançando cerca de 156 km/h, competindo com Santana, Monza e Tempra e sendo substituído pelo Versailles.

O Ford Del Rey, lançado em 1981, surgiu para substituir o Galaxie Landau e ocupar a posição de sedã de luxo da Ford no Brasil. Produzido na antiga fábrica de Taboão, em São Bernardo do Campo, o modelo atendia à demanda da classe média com foco em conforto e espaço.

A base do Del Rey vinha do Corcel II, com motor Renault Cléon-Fonte de 1,6 litro. Além da versão de entrada, apelidada de Prata, o sedã oferecia a opção Ouro, com itens de luxo inéditos na indústria nacional, como vidros elétricos e travas elétricas dianteiras.

Em 1983, a linha ganhou câmbio automático de três marchas como opcional. A partir de 1985, houve a primeira reestilização, apresentando grade de três filetes horizontais e óptica trapezoidal. O Del Rey passou a ser vendido em GL, GLX e a topo Ghia, mantendo o foco no conforto.

O carro manteve inovações, entre elas o uso de cintos de segurança retráteis, um marco para o setor. O para-brisa laminado, importado, fazia parte do conjunto de itens que elevavam o patamar de sofisticação em relação a modelos nacionais da época.

Para a linha seguinte, o motor francês recebeu atualizações com o Escort, passando a se chamar CHT, versão mais moderna do motor. A partir de 1985, o visual recebeu mudanças e a linha deixou de ter a versão Ouro. A Ford também integrou mais opções de acabamento e tornou a direção hidráulica opcional.

Com a crise econômica, a parceria Autolatina entre Ford e Volkswagen levou ao uso compartilhado do motor AP, vindo do Santana/Quantum. No Del Rey, essa unidade permitiu retomadas mais ágeis e um 0 a 100 km/h registrado pouco abaixo de 14 segundos, com velocidade máxima em torno de 156 km/h.

Ao longo de sua trajetória, o Del Rey não conseguiu enfrentar com o mesmo fôlego modelos como Santana, Monza e Tempra, que passaram por reestilizações na virada da década. O carro foi progressivamente substituído por sedãs maiores e mais modernos, como o Versailles, mantendo, porém, o legado de luxo e conforto que marcou sua presença no mercado.

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