- Stop Killing Games, liderada por Ross Scott, entregou uma petição com nearly 1,3 milhão de assinaturas à Comissão Europeia, levando a uma audiência pública no Parlamento Europeu em abril.
- Ubisoft anunciou o desligamento de The Crew, jogo online com mais de 12 milhões de jogadores ao longo da vida, citando questões de infraestrutura de servidores e licenciamento, deixando o título inacessível.
- Jogadores como Chemicalflood relatam impacto pessoal, destacando que não era apenas o fim do suporte, mas a indisponibilidade total do jogo adquirido.
- A indústria defende que encerrar serviços online deve ser uma opção quando não é mais viável comercialmente, discutindo planos de fim de vida e propostas para manter jogos funcionando offline ou oferecer reembolso.
- A campanha ganhou impulso norteando ações legais e políticas públicas nos Estados Unidos e na União Europeia, com debates em organismos oficiais e ações em curso, ainda sem desfecho definitivo.
O movimento Stop Killing Games, lançado em 2024 por Ross Scott, questiona a prática de publishers encerrarem serviços online de jogos já pagos. A campanha ganhou impulso após a anunciada retirada do online de The Crew, da Ubisoft, em 2024.
Em janeiro, o grupo entregou uma petição com quase 1,3 milhão de assinaturas à Comissão Europeia, levando a uma audiência pública no Parlamento Europeu em abril. A iniciativa virou um pleito formal sobre o direito dos jogadores.
A Ubisoft informou que desativaria os serviços online de The Crew, jogo lançado em 2014, citando restrições de infraestrutura de servidores e licenças. O anúncio deixou mais de 12 milhões de jogadores sem acesso ao título.
Para os fãs, a descontinuação não foi apenas a retirada do suporte técnico, mas a perda de acesso ao jogo de forma definitiva. Alguns ressaltam que a experiência foi marcante ao longo de anos.
A campanha relata que, além do fim do suporte, a destruição do acesso ao jogo afeta comunidades de jogadores que conviviam com o título. A organização quer planos de fim de vida que permitam continuidade offline.
Reação da indústria
A Ubisoft já respondeu em processo movido nos EUA, argumentando que o titular da compra adquire uma licença de uso, não propriedade irrestrita. O caso foi retirado sem prejudice em 2025, conforme informações judiciais.
A indústria de jogos, representada pela Video Games Europe, disse que encerrar serviços online deve continuar sendo uma opção quando o produto não é mais viável comercialmente. Contudo, sugeriu cautela com propostas da campanha.
Ross Scott afirma que a meta é promover encerramento responsável, com planos para manter jogos funcionando offline ou oferecer ferramentas para preservação. A ideia não exige manutenção contínua de servidores.
Jogos com acesso online em risco
O tema ganhou destaque com o crescimento de jogos em serviço online. Em 2024, a Sony interrompeu o suporte a Destruction AllStars; outro título, Concord, ficou fora do ar dois meses após o lançamento, com reembolso aos compradores.
Especialistas apontam que comunidades digitais sustentam muitos jogos atuais, diferentemente de formatos estáticos. O professor Joost van Dreunen afirma que jogos em serviço criam dinâmicas próprias de comunidade.
Parlamento e ações legais
A campanha já alcançou o Parlamento Europeu, que deve responder à iniciativa da comunidade até 27 de julho. Na França, a UFC-Que Choisir Moveu ação contra a Ubisoft, questionando informações sobre a permanência de jogos.
No Brasil, o debate permanece sem novas propostas legais. Autoridades enfatizam a aplicação de normas de proteção ao consumidor, sem mudanças legais imediatas anunciadas.
Nos Estados Unidos, apoiadores apoiam a lei Protect Our Games, que exigiria manter jogos jogáveis após o suporte online terminar ou oferecer reembolso. O avanço legislativo está em discussão no estado da Califórnia.
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