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Risco de infecção ainda é alto após ataque de tubarão em PE, diz pai

Pai de menino de 11 anos mordido por tubarão em PE afirma que isolamento é vital para prevenir infecção durante a recuperação

Lucas Nemezio e o filho, João Lucas, no hospital; menino foi mordido por tubarão e perdeu a perna
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  • O garoto de 11 anos mordido por tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), teve a perna esquerda amputada.
  • Ele permanece em isolamento por risco de infecção, após ser transferido do Hospital da Restauração para uma unidade particular no Recife.
  • A família lançou uma vaquinha para cobrir custos da reabilitação, incluindo adaptações, medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico; planeja conseguir prótese pelo SUS.
  • O animal envolvido foi identificado como tubarão-cabeça-chata adulto, com cerca de 2,5 metros de comprimento.
  • No fim de semana, houve um segundo ataque em Boa Viagem; Pernambuco soma 84 incidentes desde 1992, com grande concentração no Grande Recife (49 ocorrências entre Boa Viagem e Piedade).

O menino João Lucas Castor Nemezio Sales, 11 anos, segue em isolamento após ter a perna esquerda amputada em decorrência de uma mordida de tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE). A família informou que o risco de infecção é alto e que a imunidade da criança está baixa, justificando a medida médica.

Ele foi transferido do Hospital da Restauração para uma unidade particular no Recife, onde continua recebendo cuidados intensivos. O pai, Lucas Nemezio, afirmou que cada visita representa risco para a recuperação do filho e que o isolamento é uma prática clínica essencial no momento.

João Lucas foi atacado na tarde de domingo (31), quando estava na praia acompanhado de tios, primos e amigos. Antes de sair do mar, a criança recebeu atendimento de guarda-vidas e de uma médica, que realizou um torniquete para conter a hemorragia até a chegada das equipes de resgate.

A equipe médica informou que o menino chegou em choque hemorrágico grave, com lesões extensas no membro inferior esquerdo e sem possibilidade de revascularização. A amputação foi necessária para estabilizar o quadro.

Segundo o Cemit (Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões), o animal envolvido foi um tubarão-cabeça-chata adulto, com cerca de 2,5 metros de comprimento. A instituição aponta que houve apenas esse registro no episódio na região.

No vídeo divulgado pela família, Lucas Nemezio mencionou que a recuperação de João Lucas será longa e que uma vaquinha virtual foi aberta para arrecadar recursos destinados ao tratamento e à adaptação da criança. A campanha lista custos como adaptações estruturais, medicamentos, curativos especiais, transporte e fisioterapia.

O pai também citou impactos psicológicos, afirmando que a saúde mental do ente precisa de acompanhamento especializado. A família informou que pretende obter a prótese pelo SUS e que buscará assistência para a remoção de barreiras de acessibilidade na residência.

O incidente ocorreu pouco menos de 24 horas após outro ataque de tubarão no litoral pernambucano, quando Marcela Vitória de Lima Santos, 19 anos, teve a perna direita amputada na Praia de Boa Viagem, no Recife. O animal desse segundo caso foi classificado como tubarão-tigre, com cerca de três metros.

Com os dois episódios registrados em dias consecutivos, Pernambuco registrou 84 incidentes envolvendo tubarões desde o início do monitoramento estadual, em 1992. A maior parte ocorreu na Região Metropolitana do Recife, com Boa Viagem e Piedade entre os pontos com maior número de ocorrências, somando 49 registros. Em 2026, o estado já contabilizou quatro ataques, o maior número para um ano desde 2006.

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