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Falsa oficina vira base para furtar combustível no DF

Polícia fecha operação que usava falsa oficina para escavar túnel até oleoduto da Petrobras; furtados entre 90 mil e 100 mil litros na última semana

Técnicos da Defesa Civil e da Transpetro, bombeiros e policiais trabalharam na área isolada; ao menos quatro imóveis foram interditados
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  • Três homens foram presos após alugarem uma oficina às margens da BR-070, em Ceilândia, e escavarem um túnel até uma tubulação da Petrobras.
  • A polícia estima que, na última semana, eles furtaram entre 90 mil e 100 mil litros de combustível.
  • Os suspeitos são Antônio Marcos da Silva Seurinho, José Marle de Queiroz Lucena Segundo e Paulo Batista de Oliveira; o aluguel foi de 1,2 mil reais mensais.
  • Enquanto montavam o túnel com ventiladores e uma mangueira de alta pressão, a Transpetro detectou divergência no volume de combustível transportado pelo oleoduto. A Defesa Civil interditou quatro imóveis próximos pelo risco de explosão.
  • A investigação também aponta possível participação de transportadoras e postos de gasolina; a Transpetro afirma manter protocolos de segurança e não houve impacto no abastecimento.

Durante três meses, uma oficina mecânica funcionou como fachada para furtar combustível proveniente de um oleoduto da Petrobras. O local, às margens da BR-070, em Ceilândia, recebia clientes apenas durante a madrugada, quando não havia movimento. A prática foi descoberta na última sexta-feira, após vizinhos perceberem odores de gasolina no entorno.

Polícia Civil da 19ª Delegacia de Polícia prendeu três suspeitos: Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43 anos; José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43; e Paulo Batista de Oliveira, 36. Eles teriam alugado o imóvel por 1,2 mil reais mensais há cerca de três meses, com a alegação falsa de montar uma mecânica.

Detalhes do esquema

Os investigadores apuram que os haviam preparado um túnel que ligava a casa à tubulação da Transpetro, com ventilação, válvula de controle e mangueira de alta pressão para extrair o combustível. A Transpetro detectou divergência entre o combustível transportado e o entregue, sinalizando furto mensal substancial.

Entre as evidências, a polícia informou que o imóvel fica a poucos metros da tubulação, facilitando o acesso. Além disso, havia indícios de que o grupo contava com apoio externo para a operação, incluindo possíveis envolvimentos de transportadoras e postos de gasolina, conforme denúncias apuradas.

Contexto e impactos

A estimativa é de que na última semana tenham sido furtados entre 90 mil e 100 mil litros de combustível. O delegado Fernando Fernandes, da 19ª DP, destacou o risco de explosão em raio de 3 km próximo ao local. A Defesa Civil interditou pelo menos quatro imóveis vizinhos devido à instabilidade provocada pela escavação.

Perícia foi realizada pela Polícia Civil e a Transpetro assume os reparos necessários. A empresa enviou nota afirmando acompanhar o caso com as autoridades, reforçando que a empresa é vítima e que não houve impacto no fornecimento de combustível à região.

Resposta institucional

A Transpetro informou possuir centros de resposta a emergências, com investimentos anuais em tecnologia e proteção da malha de dutos. O objetivo é manter a segurança operacional e a integridade das avaliações de contingência. A empresa também disponibilizou um canal de denúncias, 168, para informações sobre movimentações suspeitas.

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