- A Polícia Civil de Ceilândia aponta furto sofisticado de combustível de um oleoduto da Transpetro, com aluguel de imóvel a cerca de 5 metros da tubulação, abertura de túnel e desvio de 90 mil a 100 mil litros na última semana.
- Foram presos Antônio Marcos da Silva Seurinho (líder), José Marle de Queiroz Lucena Segundo e Paulo Batista de Oliveira, sendo este último responsável por trabalho braçal.
- A Defesa Civil interditou imóveis próximos ao oleoduto por risco de explosão; moradores puderam retornar no domingo.
- A investigação também envolve possíveis ligações com transportadoras e postos de gasolina; ainda não há confirmação sobre o destino final do combustível ou como seria utilizado.
- Em 2023, uma operação igualzinho apontou desvio de cerca de 30 mil litros do Osbra, considerado a primeira ocorrência do tipo no Distrito Federal.
O furto de combustível de um oleoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras, em Ceilândia (DF), pode ser o mais sofisticado já registrado na capital. A Polícia Civil apurou que o grupo alugou um imóvel a poucos metros da tubulação, cavou um túnel e desviou entre 90 mil e 100 mil litros em uma semana.
Três suspeitos foram detidos: Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43 anos, considerado o líder, José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43, e Paulo Batista de Oliveira, 36. Eles atuavam de modo articulado, segundo a investigação.
A apuração aponta que o aluguel do ponto comercial foi premeditado e que o imóvel fica a cerca de 5 metros da tubulação, facilitando o crime. A defesa civil interditou imóveis próximos ao duto por risco de explosão; moradores ficaram fora de casa entre sábado e domingo, mas puderam retornar.
Paulo Roberto Correa Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, afirmou que o furto preocupa o setor. Ele ressaltou a origem do combustível no DF, majoritariamente de refinarias do interior de São Paulo, e sugeriu que casos envolvendo pequenas distribuidoras podem estar em jogo.
Caso de 2023 demonstra histórico próximo. Em janeiro daquele ano, quatro homens foram presos por desviar cerca de 30 mil litros do Osbra, o duto que abastece o terminal da Transpetro no DF. A Polícia Civil estimou prejuízo de aproximadamente R$ 780 mil.
A investigação atual continua para confirmar o volume exato e o valor do combustível desviado, com perícias em andamento. Há suspeitas de possível participação de transportadoras e postos de gasolina no esquema, segundo apurações preliminares da polícia.
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