- Apple revelou o Siri AI, uma reformulação do assistente, com integração entre dispositivos e apps e foco em privacidade, além de um novo app de IA.
- O anúncio ocorreu na WWDC, em que Tim Cook fez a última participação como CEO; o substituto será John Ternus.
- Uma versão beta do Siri AI chegará ainda este ano para dispositivos compatíveis em inglês, mas não estará disponível na União Europeia.
- A Apple também detalhou mudanças em trust and safety, incluindo expansão da função “ask” para aprovação dos pais e censura automática de imagens potencialmente inadequadas enviadas a dispositivos de crianças.
- A empresa mantém parceria com o Google para Apple Foundation Models baseados no Gemini, fortalecendo integração entre IA e hardware.
A Apple apresentou uma reformulação significativa de seu assistente digital, anunciando o Siri AI, que promete uma experiência de inteligência artificial mais eficiente para os usuários. O anúncio ocorreu durante a WWDC, conferência anual de desenvolvedores, na manhã de segunda-feira.
A empresa também revelou mudanças na área de confiança e segurança, visando tornar o uso de seus produtos mais seguro para crianças. As novidades integram o iOS 27 e ampliam controles parentais e filtros de conteúdo.
Tim Cook encerra a participação como CEO na WWDC, marcada como seu último discurso de abertura após 15 anos no cargo. John Ternus assume a liderança, sem discursar no keynote principal, mas participou de briefing sobre as novidades do Siri AI.
Siri AI: o que muda
A Siri AI deverá funcionar de forma integrada com outros dispositivos e apps da Apple, além de acompanhar um novo app próprio, similar ao que vemos em assistentes de IA de competição. A promessa é que aprenda com interações anteriores, entende imagens e utiliza conhecimento amplo.
Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software, destacou a prioridade de um AI útil centrado no usuário e com foco em privacidade. A Apple afirma que o Siri AI respeita a privacidade em todas as etapas do uso.
Analistas divergem sobre o impacto. Um deles afirma que a Apple precisa provar que a estratégia orientada pela privacidade e pela integração trará melhoria real no dia a dia, não apenas igualar rivais.
Uma versão beta do Siri AI ficará disponível ainda neste ano para dispositivos compatíveis com inglês, sem previsão de lançamento na União Europeia.
Segurança e confiabilidade
A Apple expandirá o recurso de “pergunte” para permitir controle parental sobre com quem as crianças podem falar. Outra medida automatiza a censura de imagens potencialmente inadequadas enviadas a dispositivos de crianças.
Federighi comentou que a empresa oferece ferramentas para gerenciar o que as crianças podem ver, com quem conversam e quando têm acesso. A decisão ocorre em meio a críticas de defensores de proteção infantil.
Na manhã de hoje, manifestantes se reuniram em frente ao Apple Park para cobrar mais ações da empresa na proteção de menores. Um grupo pediu a retirada de conteúdos inadequados do App Store e de conteúdos de CSAM no iCloud.
Tim Cook na despedida
A participação de Cook no WWDC chamou a atenção de milhares de funcionários e desenvolvedores, que o aplaudiram de pé. Em tom descontraído, ele fez uma brincadeira sobre o número de iPhones presentes.
Cook agradeceu aos colaboradores e desenvolvedores pelas histórias compartilhadas e pela contribuição para a vida de pessoas ao redor do mundo. Ele chamou a função de executivo-chefe de “a honra de uma vida”.
John Ternus esteve presente no briefing sobre as novas funções do Siri AI e foi visto no centro do palco durante a apresentação. Analistas apontam que o evento define um caminho estratégico para a integração entre hardware, software e IA.
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