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Conselho de Patrimônio de SP aprova academia na serraria histórica do Ibirapuera

Conpresp aprova área de exercícios na serraria histórica do Ibirapuera, gerando protestos e debate sobre descaracterização e restauro do espaço

Antiga Serraria, no parque Ibirapuera, na zona sul da cidade de São Paulo
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  • O Conpresp aprovou o projeto da Urbia para criar uma área de exercícios na antiga serraria integrada ao paisagismo de Burle Marx no Ibirapuera.
  • A medida gerou protestos de conselheiros do parque e de associações de bairro, que argumentam que descaracteriza a paisagem e a função contemplativa da área.
  • A serraria, dos anos 1930, está ligada à praça projetada por Burle Marx e é alvo de debate sobre manter a visão original do espaço.
  • A Urbia diz que a exploração comercial financiará restauração e preservação do pavilhão, sem alterar suas características fundamentais.
  • A discussão envolve ainda a concessão do parque e a possibilidade de exploração privada de áreas, com críticas sobre impactos ao projeto de Burle Marx.

O Conpresp aprovou nesta segunda-feira 8 a proposta da Urbia para criar uma área de exercícios na antiga serraria integrada ao parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. A intervenção envolve musculação e crossfit, em um galpão histórico ligado ao paisagismo de Burle Marx, já existente antes da inauguração do parque.

Representantes do Conselho Gestor do Ibirapuera e de associações de bairro protestaram contra a medida, argumentando que a intervenção descaracteriza a paisagem contemplativa do espaço. A votação resultou em tensões e críticas durante o debate público.

A estrutura em questão remonta aos anos 1930 e funciona como remanescente de uma oficina de bondes. Ela fica integrada a uma praça projetada por Burle Marx, o que alimenta o impasse entre preservação histórica e uso comercial do espaço.

A proposta da Urbia prevê o fechamento de parte da área com vidro e a instalação de vestiários em dois dos vãos, com a criação de um mezanino para os equipamentos de academia. A medida visa financiar restauração e preservação do pavilhão.

O conjunto é sustentado por colunas que formam 14 vãos-livres, mantendo a vista entre os lados da praça Burle Marx. O projeto de intervenção mantém o mezanino ocupando grande parte da extensão, com uma abertura central para escada.

Críticos sustentam que a intervenção compromete a estética original e a lógica pública da praça. A Urbia, por sua vez, afirma que a exploração comercial destina recursos para a preservação do patrimônio sem alterar características essenciais.

A atual gestão do Ibirapuera convoca a manutenção da visão de Burle Marx, reforçando que a serraria é um elemento histórico-chave do projeto. O debate envolve ainda o modelo de gestão do parque e a participação de empresas privadas na operação de áreas de uso público.

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