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Dom Pedro Fedalto completa 100 anos: trajetória que moldou a Igreja em Curitiba

Aos 100 anos, legado de Fedalto inclui abertura de 74 paróquias e 11 pastorais, mantendo diálogo com governos e fé firme na missão sacerdotal

Dom Pedro Fedalto completa 100 anos em agosto e é lembrado pela longa liderança à frente da Arquidiocese de Curitiba. (Foto: José Fernando Ogura/Prefeitura de Curitiba)
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  • Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, arcebispo emérito de Curitiba, completará 100 anos no dia 11 de agosto.
  • Ordenado sacerdote em 1953, Fedalto atuou ao lado do arcebispo de Curitiba, ocupando cargos como secretário da diocese, chanceler e vigário-geral; tornou-se arcebispo em 1971 e permaneceu no cargo até 2003.
  • Durante o seu arco no comando, criou 11 pastorais, ampliou para 74 o número de paróquias e ordenou 74 padres, promovendo missões e fortalecendo a vocação sacerdotal.
  • Era conhecido por sua vida simples, dedicação à oração e pela habilidade de manter diálogo com diferentes governos, mantendo firme suas convicções.
  • Um marco de seu arcebispado foi a visita do papa João Paulo II, em 1980, considerada resultado de esforços de Fedalto para levar o pontífice ao Paraná.

Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, arcebispo emérito de Curitiba, completa 100 anos no próximo dia 11 de agosto. A data marca uma trajetória marcada pela simplicidade, vida de oração e atuação à frente da Arquidiocese de Curitiba por mais de três décadas, entre 1971 e 2003.

Nascido na Colônia Antônio Rebouças, em Campo Largo, Fedalto foi o primeiro filho de uma família de agricultores de descendência italiana. Ingressou no Seminário São José aos 13 anos, em 1940, e concluiu estudos no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, em São Paulo, onde fez Filosofia e Teologia.

Dom Pedro nunca foi pároco, atuando, desde cedo, em funções de confiança ao lado do arcebispo da época. Foi secretário particular, chanceler da Cúria, vigário-geral e bispo auxiliar, recebendo a indicação para suceder Dom Manuel da Silveira D’Elboux. Esse caminho privilegiado ocorreu sem que ele almejasse a posição, mas aceitou o desafio com fidelidade.

Ao assumir o governo da arquidiocese, Fedalto promoveu transformações significativas. Criou 11 novas pastorais, ampliou a presença da Igreja nos bairros com 74 novas paróquias, realizou missões populares e fomentou vocações sacerdotais, ordenando 74 padres. Também acolheu diversas comunidades religiosas femininas e masculinas.

Para o atual arcebispo de Curitiba, dom Antônio Peruzzo, o legado de Fedalto vai além das obras: reside na fidelidade à vocação e na habilidade de conduzir a diocese em tempos desafiadores, mantendo equilíbrio entre tradição e transformação. A gestão de Fedalto é lembrada como uma das mais longas da história da Igreja na cidade.

Historiadores e autoridades locais destacam o perfil de executivo da Igreja de Fedalto, capaz de aproximar fiéis e fortalecer o diálogo com poderes públicos. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, aponta que ele multiplica o acesso à vida religiosa e orienta ações a partir da compreensão do crescimento da cidade, sem abrir mão de convicções.

Entre marcos relevantes da sua atuação está a visita do papa João Paulo II a Curitiba, em 1980, considerada um momento-chave para a Igreja no Paraná. A proximidade entre Fedalto, Jerônimo Mazzarotto e a comunidade polonesa local ajudou a trazer o Papa ao estado, fortalecendo a presença católica na região.

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