- Em novembro de 1946, um incêndio devastou a estação da Luz, atingindo cabines telefônicas, depósito de bagagens, posto dos correios, restaurante e bilheterias, destruindo a torre do relógio.
- A hipótese de sabotagem ganhou corpo por ter iniciado no escritório da São Paulo Railway, mas o vice‑presidente da empresa disse que a causa foi curto‑circuito.
- A reconstrução levou cinco anos, houve ampliação com a adição de um andar e o relógio original foi substituído por um modelo nacional da marca Michelini.
- Em 2015, outro incêndio atingiu a estação, destruindo o prédio de escritórios onde fica o Museu da Língua Portuguesa e provocando a morte de um bombeiro; o museu reabriu quase seis anos depois.
- Atualmente, a Luz é o principal hub metroferroviário da cidade, com cerca de 450 mil passageiros diários, operando quatro linhas (duas da CPTM: linha 10‑turquesa e 11‑coral; duas do metrô: 1‑azul e 4‑amarela) e serviço de carga em períodos específicos.
O incêndio devastou a estação da Luz em São Paulo na madrugada de 6 de novembro de 1946, atingindo cabines telefônicas, depósito de bagagens, posto dos correios, restaurante e bilheterias. A torre do relógio também foi danificada, encerrando com o relógio de 1898 da mesma fábrica do Big Ben.
A suspeita inicial apontou para sabotagem pela São Paulo Railway, que poderia ter sido retornada ao poder público dois dias após o ocorrido. A hipótese ganhou força pelo fogo ter iniciado no escritório da companhia inglesa e destruído documentos.
John Hillman, vice-presidente da São Paulo Railway, informou que a causa foi curto-circuito, descartando sabotagem. Ainda assim, circulou a ideia de atentado terrorista. O prédio, projetado pelo arquiteto Charles Henry Driver, ficou completamente queimado.
A reconstrução levou cinco anos, com o prédio ganhando um andar a mais. O relógio original foi substituído por um modelo nacional da Michelini, que permanece em funcionamento. O prédio ficou inoperante por parte do período e a área passou por ampliação.
Em 2015, um novo incêndio atingiu a estação, afetando o prédio de escritórios onde fica o Museu da Língua Portuguesa. As chamas destruíram três andares e a cobertura; houve a morte de um bombeiro por intoxicação. A circulação de trens ficou interrompida.
A reinauguração do museu ocorreu cerca de cinco anos e sete meses após o acidente. Hoje, a estação da Luz é o principal hub metroferroviário de São Paulo, recebendo cerca de 450 mil pessoas por dia. O Brás movimenta cerca de 270 mil passageiros.
Atualmente, circulam quatro linhas na região: duas da CPTM (linhas 10-turquesa e 11-coral) e duas do Metrô (linhas 1-azul e 4-amarela). Também há transporte de carga em momentos específicos. O futuro do complexo segue voltado à integração metroferroviária.
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