- O investigador Antônio Carlos Bomba, da Polícia Civil da Paraíba, movimentou mais de R$ 4 milhões nos últimos cinco anos, conforme Ministério Público e a própria corporação.
- Sua renda oficial é de cerca de R$ 8,5 mil por mês, valor considerado muito abaixo da movimentação financeira.
- A investigação aponta que o grupo desviava drogas apreendidas para abastecer traficantes e organizações criminosas, com cocaína, crack e skunk.
- Áudios obtidos mostram Bomba descrevendo ganhos superiores ao salário e tratando a venda de drogas como uma atividade empresarial.
- Na última semana, foram presas três pessoas ligadas ao caso, incluindo um delegado e dois investigadores; apurações continuam sobre participação e eventual ligação com facções.
A investigação aponta que o investigador da Polícia Civil da Paraíba Antônio Carlos Bomba movimentou mais de R$ 4 milhões nos últimos cinco anos, conforme apuração do Ministério Público e da própria corporação. O valor supera em muito a renda oficial, baseada em um salário mensal de cerca de R$ 8,5 mil.
Segundo as autoridades, Bomba integrou um esquema que desviava drogas apreendidas em operações para abastecer traficantes e organizações criminosas. A dinâmica compreenderia entradas financeiras expressivas nas contas do policial, oriundas das atividades ilícitas.
Movimentação milionária
A apuração identificou entradas superiores a R$ 4 milhões nas contas do investigado durante o período analisado. Os investigadores também apontam que o grupo vendia cocaína, crack e skunk apreendidos pela polícia, com possíveis negociações com facções criminosas.
Em áudio obtido pela investigação, Bomba afirma ter obtido ganhos superiores ao salário que recebia do Estado. Trechos divulgados indicam a alegação de atuação com retorno financeiro elevado.
Prisões e apurações
O avanço do caso levou à prisão de um delegado e de dois investigadores da Polícia Civil da Paraíba na última semana. As gravações sugerem tratamento da atividade criminosa como operação empresarial.
O Ministério Público e a Polícia Civil continuam apurando a participação dos investigados no esquema e a possível ligação com facções criminosas. As apurações seguem sob sigilo e tramitação nas fontes oficiais.
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