- A prefeitura de Nova York quer ligar bairros de imigrantes à Copa do Mundo, com ações de divulgação antes do início do torneio em onze de junho de dois mil e vinte e seis.
- Em Little Haiti, no Brooklyn, comércio local aponta queda de movimento, mesmo sem batidas policiais em comparação a outras cidades.
- O departamento de turismo calcula programação para que visitantes possam acompanhar jogos nesses bairros, não apenas nas zonas turísticas de Manhattan; vídeos promocionais também serão lançados.
- Cerca de seiscentos estabelecimentos já se inscreveram para participar das ações ligadas ao evento.
- Com a participação do Haiti pela primeira vez em cinquenta e dois anos, há expectativa de que a Copa traga vida e energia aos bairros imigrantes, com torcidas em diferentes áreas da cidade.
Nova York busca envolver bairros de imigrantes nas festividades da Copa do Mundo, tentando manter o clima de celebração mesmo diante do desânimo em comunidades marcadas pelas políticas de imigração do governo federal. A ideia é transformar a cidade em palco para torcedores de várias nações durante o torneio.
No Flatbush, Brooklyn, ruas comerciais antes cheias de movimento aparecem mais tranquilas. Há esperança de que a participação do Haiti na Copa, pela primeira vez em 52 anos, renove o ânimo dos moradores e dinamize negócios locais.
Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025, a associação Little Haiti BK acompanha fechamento de lojas, ainda sem registra de operações policiais intensas na região. A gestão municipal vê oportunidade de reverter esse cenário com ações direcionadas.
Plano da administração
O gabinete do prefeito Zohran Mamdani, da ala democrata, reúne equipes para divulgar oportunidades de negócios ligadas ao Mundial antes do jogo de abertura, marcado para 11 de junho. A ação visa incluir bairros de imigrantes na programação oficial.
O turismo da cidade planeja eventos nos bairros para que visitantes vivenciem as partidas fora dos roteiros turísticos tradicionais de Manhattan. Vídeos curtos de divulgação e copos promocionais para bares e restaurantes estão nos preparativos.
Segundo o Departamento de Serviços para Pequenos Negócios, cerca de 600 estabelecimentos já se inscreveram para participar da promoção associada ao torneio, ampliando o alcance da Copa além das áreas centrais.
Perspectivas econômicas e comunitárias
A equipe municipal projeta que a Copa possa atrair novos clientes para negócios locais, especialmente em áreas com maior presença de imigrantes. A ideia é criar um festival esportivo itinerante que celebre a diversidade da cidade.
Oficiais destacam que a movimentação pode variar conforme as partidas, com torcedores cruzando bairros para acompanhar jogos de Haiti, Senegal e outras seleções representadas na cidade.
O fazemos parte da estratégia envolve também incentivar visitas a bairros operários do Queens e do Bronx, buscando dinamizar a economia local durante o mês do torneio.
Realidade local
O proprietário de um bar em Little Haiti afirma que o fluxo de clientes continua volátil desde 2020, agravado pela pandemia e, mais recentemente, pela preocupação com imigração. Mesmo assim, há expectativa de aumento durante a Copa.
Gerentes de restaurantes locais ressaltam confiança de que a comunidade vai frequentar bares e restaurantes durante o Mundial, que é compartilhado com México e Canadá. A esperança é que o evento impulsione o comércio nas áreas imigrantes.
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