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Nova York planeja incluir bairros de imigrantes nas festividades da Copa

Nova York tenta levar a Copa do Mundo aos bairros de imigrantes, buscando reativar comércios locais diante do desânimo causado por políticas de imigração

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani (C), segura uma réplica em miniatura do troféu da Copa do Mundo da FIFA durante uma parada da Turnê do Troféu da Copa do Mundo no Museu Americano de História Natural, em Nova York, em 2 de junho de 2026. Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP Timothy A. Clary.
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  • A prefeitura de Nova York quer ligar bairros de imigrantes à Copa do Mundo, com ações de divulgação antes do início do torneio em onze de junho de dois mil e vinte e seis.
  • Em Little Haiti, no Brooklyn, comércio local aponta queda de movimento, mesmo sem batidas policiais em comparação a outras cidades.
  • O departamento de turismo calcula programação para que visitantes possam acompanhar jogos nesses bairros, não apenas nas zonas turísticas de Manhattan; vídeos promocionais também serão lançados.
  • Cerca de seiscentos estabelecimentos já se inscreveram para participar das ações ligadas ao evento.
  • Com a participação do Haiti pela primeira vez em cinquenta e dois anos, há expectativa de que a Copa traga vida e energia aos bairros imigrantes, com torcidas em diferentes áreas da cidade.

Nova York busca envolver bairros de imigrantes nas festividades da Copa do Mundo, tentando manter o clima de celebração mesmo diante do desânimo em comunidades marcadas pelas políticas de imigração do governo federal. A ideia é transformar a cidade em palco para torcedores de várias nações durante o torneio.

No Flatbush, Brooklyn, ruas comerciais antes cheias de movimento aparecem mais tranquilas. Há esperança de que a participação do Haiti na Copa, pela primeira vez em 52 anos, renove o ânimo dos moradores e dinamize negócios locais.

Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025, a associação Little Haiti BK acompanha fechamento de lojas, ainda sem registra de operações policiais intensas na região. A gestão municipal vê oportunidade de reverter esse cenário com ações direcionadas.

Plano da administração

O gabinete do prefeito Zohran Mamdani, da ala democrata, reúne equipes para divulgar oportunidades de negócios ligadas ao Mundial antes do jogo de abertura, marcado para 11 de junho. A ação visa incluir bairros de imigrantes na programação oficial.

O turismo da cidade planeja eventos nos bairros para que visitantes vivenciem as partidas fora dos roteiros turísticos tradicionais de Manhattan. Vídeos curtos de divulgação e copos promocionais para bares e restaurantes estão nos preparativos.

Segundo o Departamento de Serviços para Pequenos Negócios, cerca de 600 estabelecimentos já se inscreveram para participar da promoção associada ao torneio, ampliando o alcance da Copa além das áreas centrais.

Perspectivas econômicas e comunitárias

A equipe municipal projeta que a Copa possa atrair novos clientes para negócios locais, especialmente em áreas com maior presença de imigrantes. A ideia é criar um festival esportivo itinerante que celebre a diversidade da cidade.

Oficiais destacam que a movimentação pode variar conforme as partidas, com torcedores cruzando bairros para acompanhar jogos de Haiti, Senegal e outras seleções representadas na cidade.

O fazemos parte da estratégia envolve também incentivar visitas a bairros operários do Queens e do Bronx, buscando dinamizar a economia local durante o mês do torneio.

Realidade local

O proprietário de um bar em Little Haiti afirma que o fluxo de clientes continua volátil desde 2020, agravado pela pandemia e, mais recentemente, pela preocupação com imigração. Mesmo assim, há expectativa de aumento durante a Copa.

Gerentes de restaurantes locais ressaltam confiança de que a comunidade vai frequentar bares e restaurantes durante o Mundial, que é compartilhado com México e Canadá. A esperança é que o evento impulsione o comércio nas áreas imigrantes.

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