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Criminosos transformam redes sociais em vitrines do crime desafiando autoridades

Grupos em São Paulo exibem celulares, joias e dinheiro roubados nas redes sociais, ampliando o desafio às autoridades e com quase cinquenta mil roubos de celular em quatro meses

Criminosos transformam redes sociais em vitrines do crime e desafiam autoridades
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  • Criminosos usam as redes sociais para ostentar celulares, correntes e dinheiro roubados, após os ataques.
  • Imagens de câmeras de segurança mostram roubos rápidos no trânsito de São Paulo, incluindo caso em que celular foi levado do banco traseiro de um carro e exposto online.
  • Uma vítima relatou ter ficado assustada após o vidro do veículo ser quebrado e o celular ter sido levado.
  • Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o caso está sendo investigado; há postagens em que os suspeitos zombam das vítimas e das autoridades, afirmando serem invictos.
  • Em quatro meses, quase 50 mil roubos e furtos de celulares foram registrados na cidade, o equivalente a um aparelho a cada quatro minutos.
  • A advogada Marina Coelho Araújo destaca a necessidade de combater a cadeia de receptação para tornar inviável o crime.

Criminosos estão transformando as redes sociais em vitrines do crime. Em São Paulo, gangues ostentam celulares, correntes e dinheiro obtidos em assaltos nas próprias plataformas, como forma de intimidar e demonstrar impunidade.

Imagens de câmeras de segurança mostram roubos rápidos no trânsito da capital. Em um caso, uma jovem perdeu o celular no banco traseiro de um carro; minutos depois, o aparelho apareceu online entre os suspeitos. A vítima relatou susto e ferimentos leves.

Após os roubos, os criminosos costumam divulgar vídeos e fotos exibindo itens valiosos. Em algumas postagens, eles zombam de vítimas e da atuação policial, afirmando serem invictos. Em quatro meses, quase 50 mil celulares foram roubados ou furtados na cidade.

Para a advogada e doutora em Direito Penal Marina Coelho Araújo, é essencial desarticular a rede de receptação dos produtos. Sem um mercado para escoamento, o crime perde rentabilidade e desestimula novas ocorrências, afirmou a especialista.

A Secretaria de Segurança Pública informa que as ocorrências são investigadas e que equipes trabalham para identificar autores e impedir a comercialização dos itens roubados. A investigação busca cruzar evidências digitais com imagens de câmeras públicas.

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