- A Justiça de Minas Gerais condenou o homem a 12 anos e seis meses de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio, sequestro e cárcere privado envolvendo a ex-companheira.
- A decisão, do Conselho de Sentença, reconheceu violência doméstica e a condição de mulher na prática dos crimes.
- O crime ocorreu em oito de agosto de dois mil e vinte e cinco, no bairro Taquaril, região Leste de Belo Horizonte, e a vítima é professora.
- O réu ameaçou com faca e obrigou a vítima a entrar no carro; ela tentou saltar em movimento, ficou presa pelo cinto e sofreu escoriações.
- A mulher recebeu apoio policial ao pedir socorro; houve fuga do suspeito, que foi capturado após perseguição, e a professora ficou afastada por quinze dias na escola.
A Justiça de Minas Gerais condenou um homem a 12 anos de prisão por arrastar a ex-companheira no asfalto, após ela tentar saltar de um carro em movimento. O crime ocorreu em Belo Horizonte, no bairro Taquaril, na região Leste, no dia 8 de agosto de 2025. A vítima, professora, foi submetida a ameaças com faca e mantida no veículo.
Segundo o processo, a decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu violência doméstica e a condição de mulher como circunstâncias relevantes. A pena foi fixada em 12 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, por tentativa de feminicídio, sequestro e cárcere privado.
Durante a fuga, a vítima ficou com parte do corpo para fora do veículo e sofreu escoriações. Um policial penal que passava pelo local perseguiu o suspeito, que se evadiu a pé para uma área de mata e foi capturado posteriormente. A professora também enfrentou afastamento de 15 dias no serviço público, com relatos de estigma.
Contexto e desdobramentos
- A prisão do réu ocorreu após a intervenção policial, com apoio de agentes que testemunharam o ocorrido durante a perseguição.
- A vítima relatou aos colegas de escola que o responsável conhecia o local de trabalho, o que elevou a preocupação com a segurança de alunos e funcionários.
- Além do dano físico, houve impacto profissional, com a necessidade de afastamento da docente e denúncias formais à Prefeitura de Belo Horizonte.
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