- Imagens geradas por inteligência artificial usando a identidade visual do programa Roda Viva circulam principalmente no X, apresentando supostas cenas de violência que não ocorreram.
- O conteúdo funciona como isca para gerar cliques e pode levar a páginas externas suspeitas ligadas a golpes de phishing.
- Influenciadores e internautas apontam que a divulgação é uma estratégia coordenada de engajamento, não apenas casos isolados.
- A Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, informou que acompanha casos de manipulação da marca e adotou medidas para conter a disseminação.
- Especialistas destacam que a desinformação atual é mais visual, com imagens convincentes substituindo a necessidade de editar vídeos reais.
Nas últimas semanas, imagens geradas por inteligência artificial emula o programa Roda Viva, da TV Cultura, viralizaram nas redes. Convidados, jornalistas, políticos e empresários aparecem em cenas de conflito e violência que nunca existiram. O objetivo é atrair cliques e engajar o público.
As peças usam a identidade visual do Roda Viva para soar autênticas. Publicadas principalmente no X, mostram situações de agressão, discussões acaloradas e ações perigosas. Não há correspondência com episódios reais do programa.
Influenciadores e usuários comuns passaram a questionar o volume desses conteúdos. Observa-se repetição de padrões, sugerindo não ser caso isolado, mas estratégia coordenada de engajamento com conteúdo sintético.
A publicação de conteúdos ultrassensacionalistas também é associada a golpes. Em vídeos, Raul Sena aponta que as chamadas funcionam como isca para redirecionar o público a páginas externas suspeitas e realizar golpes digitais.
A Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, confirmou que monitora manipulações envolvendo a marca e já adotou medidas para conter a disseminação. Relatos indicam que muitos conteúdos levam a páginas de phishing e promessas financeiras enganosas.
Impacto e reconfiguração da desinformação
O episódio evidencia a mudança na luta contra fake news: o campo visual ganha protagonismo, dispensando edição complexa de vídeos reais. Agora, basta gerar imagens convincentes para provocar indignação, curiosidade ou medo.
A energia do conteúdo falso prioriza o impacto imediato, dificultando a verificação rápida. Especialistas apontam que essa tendência pressiona plataformas a aprimorar detecção de imagens sintéticas e a alertar usuários com maior transparência.
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